Neste ano, Brasil ganhou 2 milhões de eleitores jovens entre 16 e 18 anos

Segundo o presidente do TSE, "no dia 2 de outubro, esses jovens novos eleitores poderão comparecer às urnas para exercer o nobre e digno direito do voto"

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Edson Fachin, presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), revelou nesta quinta-feira (05) que nos quatro primeiros meses deste ano o Brasil ganhou 2.042.817 novos eleitores com idades que variam de 16 a 18 anos. A informação foi revelada durante a abertura da sessão do TSE. De acordo com o presidente da Corte, que destaca que o número total deve ser divulgado em julho, a quantidade registrada nos primeiros meses de 2022 representa uma alta de 47,2% em relação ao mesmo período em 2018 e 57,4% em relação aos quatro primeiros meses de 2014.

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“No dia 2 de outubro, esses jovens novos eleitores poderão comparecer às urnas para exercer o nobre e digno direito do voto”, declarou Fachin, dizendo ainda que esses números são “animadores”. Em outro momento, o presidente ainda ressaltou que os jovens brasileiros foram convocados a participar das eleições e responderam de forma “impressionante”. “Desta vez, o que vimos foi a sociedade brasileira mobilizada pela democracia. Dos 18 aos 80, ninguém disse ‘não’, ninguém abdicou”, afirmou o número um da Justiça Eleitoral.

Mobilização com foco nos jovens

De acordo com o presidente do TSE, a mobilização para chamar os jovens a votar resultou na superação de “todos os recordes” da Justiça Eleitoral brasileira em 90 anos. Segundo ele, os números são reflexo da mobilização encabeçada pelo TSE durante a semana do jovem eleitor, realizada em março. “A ação teve adesão espontânea dos partidos, da sociedade civil e de toda a sociedade brasileira a este movimento. O engajamento da sociedade foi refletida em números”, acrescentou o presidente da Corte.

Edson Fachin fala em eleições limpas e transparentes

Por fim, ainda na abertura da sessão, Fachin disse que a Justiça Eleitoral não vai medir esforços com o objetivo de realizar uma eleição limpa e transparente. Apesar de não citar Jair Bolsonaro (PL), a fala é em alusão ao presidente que, apesar de nunca ter apresentado uma prova, vive atacando o sistema eleitoral e colocando em dúvida a lisura do processo.

“A Justiça Eleitoral, senhoras e senhores, não medirá esforços para realizar eleições limpas, transparentes, com paz e segurança e diplomar os eleitos”, afirmou Fachin ao comentar sobre as eleições que se aproximam.

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