TSE diz que tentará trazer observadores europeus para acompanhar eleições de outubro

Os magistrados do TSE acreditam que, quanto mais instituições eles conseguirem trazer, maiores serão as garantias de uma eleição dentro da normalidade democrática

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O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) vai tentar trazer observadores da União Europeia para acompanhar as eleições de outubro, disse nesta terça-feira (04) a jornalista Ana Flor, da “Globo News”. Segundo a comunicadora, o movimento do TSE de buscar a participação da União Europeia, e também de outras organizações, acontece depois da pressão do governo para evitar a missão de acompanhamento que representa países europeus.

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Conforme aponta  Ana Flor, os magistrados do TSE acreditam que, quanto mais instituições eles conseguirem trazer, maiores serão  as garantias de que o pleito irá ocorrer dentro da normalidade democrática.

Esse desejo do TSE cresceu após o presidente Jair Bolsonaro (PL) ter voltado a dar declarações questionando a confiabilidade do processo eleitoral e das urnas eletrônicas. Na semana passada, o chefe do Executivo chegou a sugerir que as Forças Armadas pudessem fazer uma apuração paralela dos votos, o que não é previsto na Constituição.

Após a declaração de Bolsonaro, o TSE divulgou um comunicado dizendo que conversas preliminares com representantes do órgão indicaram que não era viável acatar as sugestões das Forças Armadas. Por conta disso, integrantes das Forças Armadas propuseram a realização de uma apuração em caráter técnico.

Em entrevista à “TV Globo”, Edson Fachin, presidente do TSE, afirmou que é bom para a democracia brasileira e para o processo eleitoral no Brasil não só acompanhar pleitos em outros países, como tem sido feito, como receber observadores.

Ainda de acordo com ele, que afirma que a presença internacional ajuda a demonstrar a lisura e regularidade do processo eleitoral, já estão confirmadas as presenças de representantes das seguintes organizações:

  • Organização dos Estados Americanos (OEA), que já enviaram observadores em eleições anteriores;
  • Parlamento do Mercosul (Parlasul);
  • Rede Eleitoral da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP).

Além dessas entidades, informou Ana Flor, o TSE também está tentando trazer representantes de outras organizações como a norte-americanas Carter Center e International Foundation for Electoral Systems (Ifes), a Unión Interamericana de Organismos Electorales (Uniore) e a Rede Mundial de Justiça Eleitoral.

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