PGR quer que suposta ofensa de Jorge Kajuru ao ministro Gilmar Mendes seja investigada

Durante uma entrevista, Jorge Kajuru disse que as palestras realizadas por Gilmar Mendes, ministro do STF, seriam "vendas de sentenças"

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A Procuradoria-Geral da República (PGR) foi ao Supremo Tribunal Federal (STF) pedir que a Corte autorize a abertura de um inquérito que visa apurar supostas ofensas que teriam sido feitas pelo senador Jorge Kajuru (Podemos-GO) ao ministro Gilmar Mendes.

Segundo o documento, que foi revelado nesta sexta-feira (14), essas ofensas foram feitas por Kajuru durante uma entrevista dele em agosto de 2020 à rádio “Jovem Pan”. Na oportunidade, o parlamentar disse que as palestras realizadas por Gilmar Mendes seriam “vendas de sentenças”. Na ocasião, o senador também usou termos pejorativos para fazer referência ao ministro da corte.

De acordo com o vice-procurador-geral da República Humberto Jacques de Medeiros, na entrevista, Jorge Kajuru aparece “fazendo graves acusações contra o Ministro Gilmar Mendes, apontando suposta prática de condutas criminosas, cuja falsidade poderia caracterizar como caluniosas as acusações”.

“A natureza dessas declarações implica a possível prática de infração penal contra a honra, sendo necessária a elucidação do contexto de tais expressões para a compreensão da sua ligação com o exercício do mandato e o seu alcance pela imunidade material parlamentar”, afirma Humberto Medeiros.

Durante uma entrevista, Jorge Kajuru disse que as palestras realizadas por Gilmar Mendes, ministro do STF, seriam "vendas de sentenças".
Durante uma entrevista, Jorge Kajuru disse que as palestras realizadas por Gilmar Mendes, ministro do STF, seriam “vendas de sentenças”. (Foto: reprodução)

Por fim, o vice-procurador explica que a entrevista de Kajuru chegou à PGR ainda em agosto de 2020, em uma notícia de fato apresentada pelo ministro Gilmar Mendes e que, agora, além de analisar as acusações, é “preciso apurar se a conduta do senador está protegida pela imunidade parlamentar”.

A imunidade parlamentar é justamente o argumento da defesa do senador, que afirma que, apesar “fortes e contundentes”, as declarações de Karuju são protegidas pela prerrogativa. Além disso, em nota, a defesa do político afirma estranhar que o processo só voltou à tona agora, em tempos de eleições e em um momento que Kajuru se tornou “rival” do presidente Jair Bolsonaro (PL).

“A única coisa que o senador estranha é que justamente neste momento politico em que ele passa a ter uma posição mais investigativa contra o presidente da República, a PGR se movimenta para dar andamentos a supostos crimes contra a honra, ao mesmo tempo que faz ouvidos de mercador aos protocolos de pedidos contra o presidente e seus asseclas”, afirmou a defesa do senador.

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