Mourão pede ‘calma’ ao comentar sobre perdão a Daniel Silveira para que algo ‘pequeno’ não vire uma ‘onda gigantesca’ 

Essa foi a primeira vez que Mourão comentou o perdão de Jair Bolsonaro para a pena do deputado federal e aliado Daniel Silveira

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Hamilton Mourão (Republicanos), vice-presidente, comentou pela primeira vez sobre o perdão de Jair Bolsonaro (PL) para a pena do deputado federal e aliado Daniel Silveira (PDT). De acordo com o vice-chefe do Executivo, neste momento, é preciso ter “calma” para que algo “pequeno” não se torne em uma “onda gigantesca”.

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A declaração foi dada nesta quarta-feira (27) e é referente ao caso de Daniel Silveira, que foi condenado pelo Supremo Tribunal Federal (STF) na semana passada a oito anos e nove meses de prisão acusado de ter estimulado a atos antidemocráticos e ataques a ministros do Supremo e a instituições como a própria Corte. No entanto, um dia depois, Bolsonaro assinou um decreto perdoando a pena do parlamentar.

“Na minha visão, acho que tem que se manter a calma e vamos evitar que algo que é muito pequeno se torne uma onda gigantesca”, disse Mourão, que completou afirmando que, em sua opinião, até o momento, o governo tem se mantido “calmo”.

“Sim, o governo está calmo. Está tudo tranquilo. Cada um aí cumprindo o que tem que fazer. Essa questão, o presidente agiu dentro daquilo que a Constituição lhe dá, vamos dizer, discricionariedade para realizar. Acabou”, comentou.

Mourão
Essa foi a primeira vez que Mourão comentou o perdão de Jair Bolsonaro para a pena do deputado federal e aliado Daniel Silveira. (Foto: reprodução)

Ainda na entrevista, Mourão defendeu calma em relação a uma declaração de Luís Roberto Barroso, ministro do STF, que disse que as Forças Armadas são orientadas a “atacar” e a “desacreditar” o processo eleitoral no Brasil. “Temos que manter a calma, vamos evitar que coisas pequenas se transformem, vamos dizer, em um tsunami”, disse o vice-presidente.

Na terça (26), por conta da declaração de Luís Roberto Barroso, o Ministério da Defesa divulgou uma nota afirmando que “dizer que as Forças Armadas estão sendo orientadas a atacar o processo eleitoral é irresponsável”.

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