Lula se diz triste ao ver Forças Armadas ‘batendo continência a Bolsonaro’

Lula ainda que não quer receber a faixa presidencial das mãos de Bolsonaro, caso seja eleito, mas sim "das mãos do povo brasileiro"

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Fazendo pré-campanha no Nordeste, o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) voltou a mencionar o atual chefe do Executivo, Jair Bolsonaro (PL). Neste sábado (18), o petista se disse triste ao ver as “Forças Armadas batendo continência” para Bolsonaro, que é capitão reformado do Exército.

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“Eu fico triste quando vejo as Forças Armadas batendo continência para um cara que foi expulso do Exército por mau comportamento”, disse Lula em um evento com militantes realizado no Centro de Convenções de Sergipe.

Na ocasião, Lula, que estava junto do senador Rogério Carvalho (PT), candidato ao governo de Sergipe, e de seu vice na chapa presidencial, o ex-governador de São Paulo, Geraldo Alckmin (PSB), ainda criticou a postura de Bolsonaro quando a cidade de Recife, no Pernambuco, foi castigada pelas fortes chuvas.

“Ele não tem respeito pelo povo brasileiro, pelos nossos filhos e pelos homens e mulheres deste país. Precisamos mudar isso. Mas não sou eu que vou mudar, são vocês”, disse Lula ao comentar o episódio, que culminou em mais de 120 pessoas mortas. “Vejam essa ‘coisa’ que está governando o Brasil há 4 anos. Ele foi preparado para falar bobagem todo santo dia, através das lives dele”, disse Lula, completando ainda que Bolsonaro é “o maior pecador da história da humanidade”.

“Ele fala em Deus e sabemos que não se pode falar o nome de Deus em vão. Não pode ficar mentindo em nome de Deus”, declarou o petista, dizendo ainda que não quer receber a faixa presidencial das mãos de Bolsonaro, mas das mãos do povo brasileiro. “Não adianta o ‘Bozo’ [Jair Bolsonaro] ficar dizendo que não vai sair. Como o povo é a voz de Deus, ele vai sair, porque o povo quer que ele saia”, finalizou o chefe do Executivo.

Lula no Nordeste

Lula está no Nordeste desde a última quinta-feira (16). O objetivo da excursão é visitar três capitais: Natal, Maceió e Aracaju e se encontrar com governadores e líderes políticos pela primeira vez desde que formalizou a pré-candidatura ao lado de Geraldo Alckmin.

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