PF investiga desvio de R$ 45 milhões de contas e benefícios da Caixa em sete cidades do RJ e SP em 21 de julho de 2026.
A ‘Operação Infiltrados’ cumpriu 25 mandados de busca e apreensão contra grupo suspeito de fraudar correntistas e beneficiários de programas sociais da Caixa Econômica Federal.
Confira a seguir detalhes das investigações, cidades envolvidas e orientações para clientes e beneficiários da Caixa monitorarem movimentações suspeitas.

PF revela como organização desviou R$ 45 milhões de contas e benefícios
Segundo a Polícia Federal, membros do grupo investigado manipularam operações bancárias internas para desviar valores expressivos, atingindo um prejuízo de R$ 45 milhões. O esquema atingiu diretamente correntistas e beneficiários de programas sociais pagos pela Caixa Econômica Federal. As ações, realizadas de forma sistemática, vinham utilizando informações sigilosas obtidas por meio da colaboração ilícita de servidores e advogados, o que dificultava a detecção pelas autoridades.
Municípios alvo da Operação Infiltrados
As diligências da Polícia Federal e os 25 mandados de busca e apreensão foram realizados em sete cidades:
- Rio de Janeiro
- Duque de Caxias
- Nova Iguaçu
- Niterói
- Cabo Frio (no estado do Rio de Janeiro)
- Indaiatuba
- Salto (em São Paulo)
Quem são os investigados pela fraude contra a Caixa
No centro das investigações estão servidores públicos, advogados e contraventores ligados à organização criminosa. O acesso privilegiado desses profissionais ao sistema bancário facilitou a inserção e remoção de registros sensíveis, retardando a identificação das irregularidades. Advogados foram estratégicos para atrasar investigações e vazar informações protegidas por sigilo judicial.
Vazamento de informações e obstrução de justiça
De acordo com a PF, os responsáveis pelo esquema tinham profundo conhecimento dos procedimentos internos da Caixa Econômica Federal e das investigações criminais em curso. Eles alertavam alvos sobre operações iminentes, destruíam provas e vazavam informações para impedir a ação policial, buscando proteção à estrutura criminosa.
Crimes apurados e possíveis responsabilizações
Os investigados podem responder por crimes como organização criminosa, obstrução de justiça e violação de sigilo funcional. Novos delitos poderão ser atribuídos ao grupo conforme o avanço das análises sobre o material apreendido durante a operação.
Impacto para correntistas e beneficiários da Caixa
O principal alerta resultante da ação é a necessidade de monitoramento constante por parte de quem recebe benefícios sociais ou possui conta na Caixa. O episódio reforça a importância de acompanhar extratos com regularidade e comunicar imediatamente qualquer movimentação desconhecida à agência bancária ou aos canais oficiais do banco.
Para quem é beneficiário de programas sociais (como Bolsa Família, Auxílio Gás, Pé-de-Meia, entre outros), a orientação é sempre consultar saldos e extratos pelo aplicativo Caixa Tem, pelo aplicativo do programa específico (por exemplo, app Bolsa Família) ou pelo portal Meu CadÚnico, vinculado ao governo federal.
Medidas de segurança após a operação
A operação deve estimular o reforço em auditoria interna, compliance e sistemas de monitoramento das instituições financeiras, como a Caixa Econômica Federal. A cooperação entre Polícia Federal, Ministério Público Federal e os setores de tecnologia bancária tende a ser expandida, buscando combater fraudes praticadas inclusive com colaboração de profissionais internos.
Próximos passos das investigações
As investigações seguem com a análise detalhada dos documentos e registros digitais apreendidos, rastreamento de valores e aprofundamento das conexões entre integrantes da quadrilha, podendo haver novas fases na medida em que forem identificadas ligações financeiras, operações suspeitas e eventuais tentativas de lavagem de dinheiro relacionados ao grupo.
Bloqueio de bens e recuperação dos valores desviados
O objetivo da Polícia Federal e do Ministério Público Federal é localizar, bloquear e recuperar o patrimônio obtido ilicitamente, além de responsabilizar criminalmente todos os envolvidos. Bens móveis, imóveis e ativos financeiros encontrados podem ser objeto de bloqueio judicial para ressarcir os prejuízos causados.
Como se proteger e onde buscar ajuda oficial
Para evitar fraudes, a recomendação é que correntistas e beneficiários de programas administrados via Cadastro Único (CadÚnico) e Caixa Econômica Federal acompanhem todas as movimentações usando exclusivamente canais oficiais como o aplicativo Caixa Tem, o app do Bolsa Família, o portal gov.br e agências do Centro de Referência de Assistência Social (CRAS). Em caso de divergências, deve-se comunicar a Caixa ou registrar ocorrência na Polícia Federal.
Consultas e atualizações referentes a programas sociais podem ser realizadas gratuitamente pelos canais digitais oficiais, e o governo federal não solicita pagamentos, transferências ou senhas em seus procedimentos.


