Urna eletrônica é segura, auditável e voto impresso aumentaria risco de fraude eleitoral, diz TCU

Esta foi a primeira etapa de uma auditoria feita pelo TCU, que busca verificar todas as etapas da votação, desde a conferência das urnas eletrônicas até a soma dos votos

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O sistema eletrônico de votação é seguro, auditável e a adoção do voto impresso levaria a um sistema de votação mais oneroso, mais moroso e com maior risco de fraudes. Isso é o que atestou uma auditoria feita pelo Tribunal de Contas da União (TCU).

De acordo com o TCU, em nota publicada nesta quarta-feira (20), esta foi a primeira etapa de uma auditoria feita com o intuito de verificar todas as etapas da votação, desde a conferência das urnas eletrônicas até a soma dos votos.

Segundo o órgão, neste processo, está sendo averiguado a segurança, a confiabilidade e a auditabilidade do sistema usado hoje no Brasil. “Na primeira etapa, foram utilizados como parâmetros as eleições gerais de 2018 e as municipais de 2020”, informou o órgão.

Nesta quarta (20), ministros do TCU decidiram que irão acompanhar os estudos da área técnica que concluiu que o voto eletrônico é auditável e seguro em todo o processo eleitoral. Além disso, os membros do órgão também decidiram que vão enviar recomendações ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE).

Conforme revelou o TCU, essas recomendações serão dadas com o objetivo de fomentar a disseminação de informações sobre os mecanismos de auditabilidade, transparência e segurança da votação eletrônica. Além disso, os conselhos também têm como foco estimular a maior participação popular nas etapas de fiscalização pública.

Não menos importante, os ministros decidiram que as fiscalizações sobre o sistema eleitoral atual continuarão até o momento em que todas as dúvidas estejam sanadas.

Discussão no TCU

O tema confiabilidade das urnas chegou ao TCU em agosto. À época, o relator do processo, ministro Bruno Dantas, opinou que o sistema eletrônico de votação brasileiro era “seguro e auditável”. Todavia, na ocasião, o ministro Jorge Oliveira pediu mais tempo para analisar o caso.

Nesta quarta, Jorge Oliveira disse não ser contra o voto eletrônico. Todavia, ele ressaltou que ainda existem pontos que precisam ser esclarecidos na segunda etapa da auditoria. “De fato, é uma evolução do estado brasileiro [o sistema eletrônico de votação], mas que tecnicamente requer esse acompanhamento, e todas as preocupações com a segurança são válidas”, declarou o ministro.

Leia também: ‘Defunto foi enterrado’, diz ministro Barroso sobre voto impresso

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