PT deve anunciar que é contra o congelamento dos preços da Petrobras

Recentemente, o PT disse que pretende “abrasileirar” a política de preços da estatal, que hoje estipula o valor dos combustíveis levando em conta a cotação do petróleo no mercado internacional

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Na última terça-feira (21), assim como publicou o Brasil123, o Partido dos Trabalhadores (PT) divulgou seu plano de governo, citando a Petrobras e seu projeto de “abrasileirar” a política de preços da estatal, que hoje estipula o valor dos combustíveis levando em conta a cotação do petróleo no mercado internacional.

Nesta quarta-feira (22), a “CNN Brasil” revelou que o PT prepara um novo documento para tratar sobre o tema, mas agora mais profundamente, mostrando alternativas à política de congelamento de preços, que foi adotada durante o governo Dilma Rousseff (PT) e à de livre flutuação, em vigor desde o governo Michel Temer (MDB).

Em entrevista ao canal, William Nozaki, coordenador da área de óleo e gás do programa de governo do PT, afirmou que os debates em torno dos preços praticados hoje pela Petrobras estão “bastante ideologizado”. “Quando se problematiza ou questiona a PPI [política de paridade de preços] parece que é uma defesa da política de congelamento de preços que aplicamos no passado e isso não é verdade”, afirmou ele.

Ainda conforme William Nozaki, a política de congelamento não é desejada e não é praticável mais porque a conjuntura agora é outra. “Houve mudanças, a dependência externa de derivados principalmente de diesel e GLP [gás liquefeito de petróleo] hoje é muito significativa”, relatou.

“Então, qualquer tentativa de represamento dos preços pode colocar o país sob risco de desabastecimento. Agora, isso também não significa aceitar a livre flutuação. Achamos que entre o congelamento e a livre flutuação tem um caminho razoável”, completou o especialista.

Petrobras é importante para o PT

De acordo com William Nozaki, o foco em um futuro governo petista quanto a Petrobras vai mudar. Isso porque, na era do PT, “o fato relevante da agenda de petróleo era a descoberta do pré-sal e por isso foi formulada a ideia de uma empresa integrada, com atuação em diversas frentes”.

Segundo ele, “hoje, o fato relevante é o preço alto do combustível. Então a prioridade é lidar no curto prazo com esse problema”. Nesse sentido, o partido trabalha com quatro ideias:

  • A criação de um fundo de estabilização de preços para amortecer as flutuações internacionais e evitar que sejam repassadas para o consumidor final;
  • A revisão da carga de processamento das refinarias para diminuir dependência externa;
  • A recomposição do parque do refino;
  • E a instauração de novos instrumentos públicos para atuar na distribuição de combustível seja por regulação seja por atuação estatal após venda Transpetro e da Liquigaz.

A Petrobras é um tema importante nas eleições deste ano para o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) porque foi na gestão do Partido dos Trabalhadores que surgiram as denúncias de corrupção, investigações e condenações decorrentes da Operação Lava Jato.

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