Plano de governo do PT fala em ‘abrasileirar o preço dos combustíveis’

No documento, o PT critica a "política de preços internacionalizada e dolarizada" e defende ampliação da produção nacional de derivados do petróleo

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Foi lançado nesta terça-feira (21) em São Paulo, a íntegra do documento intitulado “Diretrizes para o Programa de Reconstrução e Transformação do Brasil 2023-2026”, que traz os planos do Partido dos Trabalhadores (PT) para caso o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) seja eleito novamente como chefe do Executivo.

A versão final do programa de governo do PT fala em “abrasileirar o preço dos combustíveis”, que hoje é baseado em dólar e o petróleo segue a cotação internacional. Na prática, isso significa que a valorização do barril de petróleo no mercado internacional ou da moeda norte-americana acabam gerando reajustes nos preços dentro do Brasil.

No documento liberado nesta terça, o PT critica a “política de preços internacionalizada e dolarizada” e defende ampliação da produção nacional de derivados do petróleo, com expansão do parque de refino.

Ainda no programa de governo, destaca-se que a Petrobras precisa ter um plano estratégico orientado para “a segurança energética, a autossuficiência nacional em petróleo e derivados, a garantia do abastecimento de combustíveis no país”.

A política de preços da estatal vem sendo um assunto bastante abordado por Lula, que critica a forma como os preços dos combustíveis são calculados no Brasil. Na segunda, a presidente da sigla, a deputada Gleise Hoffaman, também comentou sobre o fato.

Para ela, o governo não muda a forma como os combustíveis são cobrados porque não quer.  Isso porque, segundo a parlamentar, “a política de preços é uma política de governo”. “Faz uma assembleia e reverte”, disse ela sobre o assunto.

Além dos combustíveis, o plano de governo do PT também fala sobre a reforma trabalhista. Recentemente, na prévia deste documento, constava que a intenção era revogar completamente a lei aprovada em 2016. No entanto, depois de críticas vindas de partidos aliados e centrais sindicais, o PT atualizou o trecho.

Agora, o novo documento fala em revogar o que chama de “marcos regressivos da atual legislação trabalhista, como o trecho que prevê pagamento de custas processuais em caso de faltas em audiências, de honorários dos advogados da parte vencedora e de provas periciais em caso de perda da ação.

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