Pesquisa interna do governo mostra que população credita a Bolsonaro os recentes aumentos nos preços do combustível

Bolsonaro está ciente do caso e corre para tentar reverter a situação. Na segunda, o governo anunciou a demissão do presidente da Petrobras

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Pesquisas internas feitas pelo governo apontam que a população vê o presidente Jair Bolsonaro (PL) como o responsável pelas seguidas altas nos preços dos combustíveis. De acordo com as informações, o presidente está ciente do caso e corre para tentar reverter a situação.

De acordo com a jornalista da “Globo News”, Ana Flor, uma das armas para tentar reverter a situação será congelar os preços do diesel, gasolina e gás de cozinha. Isso, até as eleições, marcadas para outubro deste ano.

Segundo a comunicadora, foi exatamente por isso que, no final da noite de segunda (23), assim como publicou o Brasil123, o governo anunciou uma nova troca na presidência da empresa. O indicado da vez foi o atual secretário do Ministério da Economia Caio Paes de Andrade.

Caso aprovado pelo Conselho da estatal, o executivo assumirá no lugar de José Mauro Coelho, que está há cerca de 40 dias no cargo – o escolhido pelo ex-ministro das Minas e Energia Bento Albuquerque perdeu força após não conseguir segurar uma nova alta no preço do diesel.

Segundo Ana Flor, desde que indicou Adolfo Sachsida para o Ministério de Minas e Energia, Bolsonaro tem cobrado medidas que visam frear o reajuste. Além do congelamento, hoje, um dos planos do governo é tentar estender o período em que a estatal repassa os valores do petróleo nas bombas dos postos de combustíveis.

De acordo com a jornalista, para que isso possa ser feito, primeiro, será necessário que o indicado à presidência da Petrobras passe pelo crivo dos conselheiros. No entanto, ainda não há data para isso, visto que a Assembleia de Acionistas ainda não foi marcada.

Nas últimas semanas, Bolsonaro tem criticado abertamente a Petrobras na tentativa de frear os reajustes. Em dada ocasião, o presidente chamou de “estupro” os lucros recentes da estatal. Tudo isso acontece porque o chefe do Executivo sabe que uma continuidade nos aumentos pode impactar diretamente na sua popularidade e, consequentemente, arruinar sua tentativa de se reeleger neste ano.

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