Menina é resgatada após ser deixada sem comida e com pernas amarradas em SP

A menina estava amarrada pelas pernas com uma camiseta, sentada sobre um colchão e trancafiada por dois cadeados na porta

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Agentes da Polícia Militar (PM) resgataram uma adolescente, de 12 anos, após encontrá-la com as pernas amarradas e trancada dentro de casa em Praia Grande, no litoral de São Paulo. Segundo informações divulgadas pela Polícia Civil, que é quem agora está investigando o caso, o fato foi descoberto na manhã de quinta-feira (22), sendo a mãe da garota a principal suspeita dos crimes de cárcere privado e maus-tratos.

Conforme apontou a corporação, a menina estava há dois dias sem comer e, de acordo com ela, essa não havia sido a primeira vez que a situação tinha acontecido.

De acordo com a polícia, os agentes da PM chegaram ao local depois que a entidade recebeu uma denúncia de que a adolescente estava sofrendo maus-tratos.

“A vítima estava amarrada pelas pernas com uma camiseta, sentada sobre um colchão, trancafiada por dois cadeados na porta”, informou a delegada Lyvia Bonella, titular da Delegacia de Defesa da Mulher (DDM) da cidade.

Segundo ela, quem encontrou a garota foi um parente dela, que notou que a porta e a janela do quarto da menina estavam com grades, diferentemente do restante da casa.

“Ele estranhou aquilo, foi até a casa e quebrou os cadeados para entrar no local. Assim que entrou no quarto,  o homem viu a garota trancada e amarrada. Ele deu água para ela e acionou a PM”, revelou.

De acordo com a polícia, a menina contou que a mãe faz isso porque se ausenta para trabalhar e tem uma outra filha, de 17 anos, que já fugiu de casa, e que só aparece quando ela não está em casa.

“Inclusive, segundo o relato espontâneo da menina de 12 anos, a mãe perguntou se ela sabia do paradeiro da irmã mais velha. Ela teria dito que não sabia e, por isso, a mãe teria a amarrado e trancado no quarto”, completou a delegada do caso.

Menina foi encaminhada para um abrigo

Depois de ser resgatada, a garota foi encaminhada ao hospital. Por lá, os médicos constataram que ela estava muito fragilizada, mas, após receber todos os cuidados necessários, ela foi liberada e encaminhada ao Conselho Tutelar.

Posteriormente, a adolescente foi levada para um abrigo da cidade, onde deve permanecer até segunda ordem. Até o momento, a mãe da garota ainda não foi encontrada e a única pessoa da família localizada foi uma avó da adolescente, que mora em outro município.

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