Marco Aurélio: “Omissão de dados de Flávio Bolsonaro é condenável”

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 O ministro Marco Aurélio Mello, do Supremo Tribunal Federal (STF), afirmou que “é condenável” e “muito ruim”  a atitude que obteve o cartório do qual Flávio Bolsonaro registrou o imóvel com o valor de R$ 6 milhões. O filho do presidente realizou o financiamento de R$ 3 milhões com parcelas equivalentes a mais de 70% de seu salário e com juros muito baixos, o que levantou bastante suspeita, principalmente da mídia. 

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Em suma, o cartório escondeu as informações completas do imóvel em quesito público e que deveriam ser acessadas por qualquer pessoa em qualquer momento. De acordo com  ato, do 4.º Ofício de Notas do Distrito Federal, está contrariando as ações que são realizadas por todo o país. “A boa política pagou um preço incrível, abandonando a transparência e a publicidade. Algo condenável a todos os títulos”, afirmou Marco Aurélio Mello.

“Vem-nos da Constituição Federal, do artigo 37, que atos administrativos, como no caso o ato do cartório, são públicos, visando ao acompanhamento pelos contribuintes e a busca de fiscalização. É incompreensível a omissão. E por que omitir? Há alguma coisa realmente que motiva esse ato, porque nada surge sem uma causa.”

Marco questiona a atitude do Senador, principalmente em relação ao banco que fez juros abaixo do tradicional. O site UOL publicou um artigo em que fazia uma simulação no mesmo banco com os valores idênticos e os juros eram maiores que os apresentados. O BRB se manifestou através de nota afirmando que cada indivíduo possui condições diferentes de parcelamento. 

Outras condenações além de Marco Aurélio

Outros ministros também criticaram a ação de Flávio Bolsonaro. Na última sexta-feira, o cartório se manifestou e argumentou que escondeu as informações com o intuito de preservar a identidade do casal. Nunes é presidente da Associação dos Notários e Registradores do Distrito Federal (Anoreg-DF), acrescentou: “Zero de motivação política, nenhuma. Quem decidiu colocar a tarja fui eu.” 

As informações iniciais foram publicadas pela Carta Capital nesta manhã (07). 

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