Márcio França, pré-candidato ao governo de SP, defende que câmeras corporais da PM só sejam ligadas em ações que possam ‘gerar violência’

Os câmeras começaram a ser usadas pela Polícia Militar de São Paulo em junho de 2021

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Márcio França (PSB), pré-candidato ao governo de São Paulo, afirmou nesta segunda-feira (02) que defende que as câmeras instaladas em uniformes de policiais só sejam ligadas em casos que antecedem ações “que possam gerar violência”.

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Assim como publicou o Brasil123, esses equipamentos começaram a ser usados pela Polícia Militar (PM) paulista em junho de 2021. Hoje, eles são programados para gravarem tudo de forma automática, sem que o agente precise acionar qualquer comando.

“Não há problema de fazer uso dela [câmera], desde que seja a partir do ato da ação. O que está errado é gravar 12 horas seguidas uma pessoa. É uma invasão absoluta da privacidade. As câmeras das viaturas estão corretas”, começou o pré-candidato ao governo.

“O da farda do policial é que eu estou sugerindo que só seja acionada a partir de uma ação que possa gerar violência”, completou ele durante o programa “Sabatina”, que é organizado pelo jornal “Folha de S.Paulo” em parceria com o portal “UOL”.

Márcio França não é o primeiro a citar as câmeras corporais, um recurso que é amplamente elogiado por especialistas em segurança pública, pois, a adoção do sistema registou uma queda nos índices de letalidade policial no estado de São Paulo.

Isso porque, recentemente, o pré-candidato Tarcísio de Freitas (Republicanos), aliado do presidente Jair Bolsonaro (PL), ao abordar o tema das câmeras, disse que pretende acabar com a obrigatoriedade do uso do equipamento caso seja eleito.

Conversas de Márcio França com o PT

Durante a entrevista, Márcio França também comentou sobre as conversas de seu partido com o PT. Hoje, as duas legendas são parceiras, mas, em São Paulo, ainda há uma discussão sobre o nome indicado ao governo paulista.

Isso porque, do lado do PSB, Márcio França é o pré-candidato. Do lado do PT, o nome indicado é Fernando Haddad (PT). Segundo o entrevistado desta segunda, ele vai manter sua candidatura ao Palácio dos Bandeirantes até o final, mesmo que não exista um acordo com o partido petista.

“Fazemos uma pesquisa de opinião onde levaríamos em conta o ‘votar’ e o ‘poderia votar’. Quando esses dois componentes estão juntos, você percebe números muito próximos, meu com o dele. O presidente Lula topou, a Gleisi topou, mas parece que o diretório estadual do PT ainda não analisou. Se não houver acordo, vamos com as duas candidaturas até o final”, afirmou Márcio França.

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