Preço do imóvel na planta dispara no país com a forte alta dos juros

Valor do contrato de financiamento está bem mais elevado do que o estimado no momento da assinatura da compra do imóvel devido aos juros elevados

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As condições do mercado imobiliário brasileiro não estão fáceis para o brasileiro. Os aumentos consecutivos da taxa básica de juro da economia, a Selic, impulsionaram os juros bancários. E um dos grupos que mais vêm sofrendo com o aumento dos preços é o de mutuários que compraram imóveis na planta.

Em resumo, o tempo entre as assinaturas da compra do imóvel e do contrato de financiamento pode durar, em média, de dois a três anos. Esse intervalo é suficiente para que os juros no país sofram fortes reajustes e, para a tristeza dos brasileiros, a taxa básica de juros saltou de 2% ao ano em março de 2021 para 11,75% ao ano em março de 2022.

Em outras palavras, as pessoas que compraram um imóvel na planta há algum tempo se assustam com a disparada do preço do financiamento. Isso vem acontecendo cada vez mais devido aos juros elevados. E os avanços podem ficar ainda mais fortes, visto que a expectativa é que a Selic suba mais no decorrer deste ano.

Entenda como os juros elevados afetam o preço do imóvel na planta

Quando uma pessoa compra um imóvel na planta, geralmente dá um valor de entrada e fica pagando parcelas à construtora enquanto as obras estiverem acontecendo. Após a entrega, o restante do valor do imóvel é financiado por um banco.

Aí é que está o problema para o mutuário: o contrato leva em conta a taxa de juros no momento em que ele for firmado, e não no momento da compra do imóvel. Isso quer dizer que o valor estimado durante a assinatura da compra do imóvel pode ser bem diferente do valor do contrato de financiamento.

Como a taxa básica de juro da economia brasileira está bastante elevada, os mutuários estão tendo um verdadeiro susto ao ler o contrato de financiamento do valor restante do imóvel.

A saber, as condições para comprar um imóvel estavam bastante favoráveis no país nos últimos anos. Em suma, a pandemia da Covid-19 impactou fortemente diversas atividades econômicas no planeta, e os países passaram a reduzir os juros para impulsionar a economia interna.

Como a taxa básica de juros, a Selic, havia caído para o menor nível da história no ano passado, as taxas do setor imobiliário também estavam muito baixas. No entanto, as recentes elevações da Selic estão mudando esse cenário.

Por isso, a recomendação de especialista é que os brasileiros esperem que os juros percam força no país. Isso deve acontecer a partir do ano que vem. Até lá, a pessoa pode juntar uma quantia maior para dar de entrada e, consequentemente, reduzir o valor financiado.

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