O presidente Luiz Inácio Lula da Silva sancionou nesta quarta-feira (26) a lei que amplia a isenção do Imposto de Renda para quem ganha até R$ 5 mil por mês. A medida representa uma das maiores mudanças tributárias dos últimos anos no Brasil e passa a valer a partir de 1º de janeiro de 2026.
Cerca de 15 milhões de brasileiros serão beneficiados, sendo 10 milhões que deixarão de pagar o tributo e outros 5 milhões que terão descontos no valor devido.
A proposta era uma promessa de campanha do presidente e teve aprovação unânime na Câmara dos Deputados e no Senado Federal. Além da ampliação da faixa isenta, a nova legislação também cria descontos progressivos para quem recebe até R$ 7.350 mensais.
Como funciona a nova tabela do Imposto de Renda 2026
A nova regra do IR traz mudanças importantes na estrutura de tributação. Atualmente, a Receita Federal estabelece que apenas quem recebe até R$ 3.036 está isento. Com a sanção da lei, esse limite sobe para R$ 5 mil mensais.
| Faixa | O que vai ser aplicado | Economia anual estimada |
|---|---|---|
| Até R$ 5.000 | Isenção total | R$ 4.356,89 |
| Até R$ 5.500 | Desconto de 75% | R$ 3.367,68 |
| Até R$ 6.000 | Desconto de 50% | R$ 2.350,79 |
| Até R$ 6.500 | Desconto de 25% | R$ 1.333,90 |
| A partir de R$ 7.350 | Alíquota de 27,5% aplicada | — |
Quem será beneficiado com a isenção do IR
A ampliação da faixa de isenção beneficia diretamente trabalhadores com carteira assinada, autônomos, profissionais liberais e aposentados. O impacto atinge diferentes perfis de contribuintes.
Trabalhadores com renda até R$ 5 mil
Esse grupo passa a ter isenção total do Imposto de Renda. Não haverá desconto na fonte nem obrigatoriedade de declarar apenas por conta da renda, desde que não se enquadre em outros critérios de obrigatoriedade.
Contribuintes que ganham entre R$ 5 mil e R$ 7.350
Para essa faixa, o governo criou uma dedução automática que reduz o valor do imposto devido. O objetivo é evitar que quem ganha pouco acima do limite de isenção termine com salário líquido menor do que quem está na faixa isenta.
O que muda para quem ganha acima de R$ 7.350
Para contribuintes com renda superior a R$ 7.350 mensais, a tabela progressiva atual permanece inalterada. As alíquotas de 7,5%, 15%, 22,5% e 27,5% continuam sendo aplicadas conforme cada nível de rendimento.
A lógica progressiva do imposto também se mantém. Isso significa que a parcela dos rendimentos até R$ 3.036 continua isenta para todos, independentemente da renda total. A tributação incide apenas sobre o valor que ultrapassa cada faixa.
Tributação sobre altas rendas: como funciona
Para compensar a redução na arrecadação causada pela ampliação da isenção, a nova lei estabelece uma tributação adicional para contribuintes de alta renda.
Nova alíquota para rendimentos acima de R$ 600 mil anuais
Quem recebe mais de R$ 50 mil por mês (ou R$ 600 mil por ano) passa a ser tributado com alíquota progressiva de até 10%. A medida afeta cerca de 140 mil contribuintes no país, segundo estimativas do governo.
A cobrança incide sobre:
- Lucros e dividendos acima de R$ 50 mil mensais
- Aplicações financeiras
- Outros ganhos até então isentos
Contribuintes que já pagam 10% ou mais de IR não terão aumento na tributação. Rendimentos de poupança, aposentadorias isentas por doença grave e heranças permanecem fora dessa regra.
Quando a nova tabela do IR entra em vigor
A nova faixa de isenção passa a valer em 1º de janeiro de 2026. Portanto, a declaração anual do Imposto de Renda feita em 2026, referente ao ano-calendário 2025, ainda seguirá as regras atuais.
A primeira declaração impactada pela nova tabela será a de 2027, referente aos rendimentos de 2026. Trabalhadores já sentirão a diferença nos descontos mensais a partir de janeiro do próximo ano.
Impacto da nova regra do IR no orçamento familiar
A isenção representa um alívio real no bolso dos brasileiros. Para uma família em que ambos os cônjuges ganham R$ 5 mil, a economia anual pode chegar a aproximadamente R$ 8.700.
Esse valor adicional pode ser direcionado para:
- Quitação de dívidas
- Investimentos em educação
- Formação de reserva de emergência
- Aquisição de bens
O aumento da renda disponível também tende a estimular o consumo e movimentar a economia. Para mais informações, acesse a página inicial do Brasil 123.








