Intenção de consumo cresce em abril e alcança maior nível em quase 2 anos

Otimismo com o emprego atual impulsiona intenção de consumo entre os brasileiros, mas guerra na Ucrânia e inflação elevada preocupam

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A Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC) divulgou nesta semana os dados mais recentes do seu indicador de consumo do país. A saber, os brasileiros se mostraram mais dispostos em abril a elevar os seus gastos e a Intenção de Consumo das Famílias (ICF) subiu 2,7% no mês.

Com o avanço, o indicador avançou para 78,5 pontos, maior nível desde maio de 2020 (81,7 pontos). Isso mostra que boa parte da preocupação trazida pela pandemia da Covid-19, decretada em março de 2020, foi eliminada. Em outras palavras, os consumidores estão mais confiantes em relação à recuperação econômica do Brasil.

Embora tenha avançado no mês, o ICF continua abaixo da zona de satisfação (100 pontos). Aliás, desde abril de 2015 (102,9 pontos) que o indicador não supera esta marca, ou seja, há anos que a intenção dos brasileiros em gastar segue fraca.

Índice de emprego impulsiona intenção de consumo em abril

De acordo com a CNC, o índice Emprego Atual subiu 2,8% em abril e impulsionou a intenção de consumo no país. Em resumo, o indicador chegou a 103,9 pontos, maior patamar desde abril de 2020. Já o índice Perspectiva Profissional saltou 5,7% no mês, para 94,9 pontos.

“Estamos vivenciando um momento de retomada da economia, o que faz com que a população se sinta mais esperançosa em relação às oportunidades profissionais. Com mais empregos, os consumidores passam a ter maior acesso a renda”, explicou o presidente da CNC, José Roberto Tadros.

No entanto, a guerra na Ucrânia continua preocupando o planeta e pressionando a inflação global. As consequências estão sendo sentidas pelos brasileiros nas últimas semanas, com os preços de diversos produtos e serviços cada vez mais elevados.

Na verdade, a inflação anual no Brasil supera os 10% há meses, mas a meta central do Banco Central (BC) é de 3,5% para 2022. Para reduzir a taxa inflacionária, a entidade financeira vem elevando os juros no país desde o ano passado. Aliás, o BC subiu a taxa básica de juro da economia para 11,75% no mês passado, maior nível em quase cinco anos.

Em suma, os juros mais altos encarecem o crédito e reduzem o poder de compra da população. Entretanto, isso não fez a intenção de consumo cair em abril. A saber, este foi o quarto avanço consecutivo do indicador e revela que a população segue otimista apesar dos problemas domésticos e externos.

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