Alta generalizada dos preços é sentida por 95% da população

Impactos da inflação atingem brasileiros, que sofrem com os altos preços de diversos produtos e serviços; guerra na Ucrânia pioram cenário

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Os brasileiros estão sentindo cada vez mais os impactos da inflação. De acordo com dados divulgados nesta semana pela Confederação Nacional da Indústria (CNI), 95% da população do país sentiu a alta generalizada dos preços nos últimos seis meses.

Em resumo, a CNI entrevistou 2.015 pessoas entre 1º e 5 de abril, e os dados revelaram que houve uma disparada na percepção dos brasileiros em relação à inflação. Isso porque a taxa registrada em novembro do ano passado havia ficado em 73%.

Em outras palavras, o cenário do Brasil no início de abril foi bem mais desafiador para a população do que no final do ano passado. A alta dos preços se mostra ainda mais disseminada entre os segmentos econômicos. Por outro lado, a renda do brasileiro não cresce no mesmo ritmo, ou seja, a população sofre para manter o padrão de consumo de antes.

Guerra entre Rússia e Ucrânia pressiona preços globais

Vale destacar que a situação ficou ainda pior devido à guerra entre Rússia e Ucrânia. Os conflitos tiveram início no dia 24 de fevereiro, quando a Rússia invadiu o país vizinho, e os impactos são sentidos em todo o planeta.

Em suma, a guerra está desestabilizando os mercados internacionais e elevando os preços globais de diversas commodities. Além disso, os conflitos já reduziram o ritmo do comércio global e tornaram mais negativas as projeções para o crescimento da economia global em 2022.

“A guerra travada na Ucrânia trouxe mais incertezas para a economia global, o que impulsiona a inflação e desperta o temor de retrocesso da economia em todo o mundo”, afirmou o presidente da CNI, Robson Braga de Andrade.

“Diante dessa conjuntura tão difícil quanto indesejada, o Brasil precisa adotar as medidas corretas para incentivar o crescimento econômico, a geração de empregos e o aumento da renda da população. A principal delas é a reforma tributária. Não temos como fugir disso”, afirmou Braga de Andrade.

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