IGP-10 tem forte aceleração em abril e supera projeções do mercado

Indicador varia 2,48% no mês e passa a acumular alta de 15,65% em 12 meses; combustíveis impulsionam IGP-10 em abril

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O Índice Geral de Preços – 10 (IGP-10) variou 2,48% em abril deste ano. A saber, a taxa ficou 1,30 ponto percentual (p.p.) acima da variação registrada em março (1,18%). Isso aconteceu, principalmente, devido ao forte impulso proporcionado pelos combustíveis.

Em resumo, as pressões inflacionárias ficaram ainda mais disseminadas neste mês. O resultado veio acima das estimativas de analistas, que projetavam uma variação de 2,20% do indicador no mês. Com o acréscimo deste resultado, a taxa do IGP-10 acumulada nos últimos 12 meses subiu de 14,63% para 15,65%.

O Instituto Brasileiro de Economia (Ibre) da Fundação Getulio Vargas (FGV) divulgou o IGP-10 nesta semana. O índice é responsável por reajustes de contratos de aluguel e planos e seguros de saúde e tarifas públicas, além de medir os preços no atacado.

Combustíveis impulsionam IGP-10 em abril

O IGP-10 é formado por três índices: Índice de Preços ao Produtor Amplo (IPA), Índice de Preços ao Consumidor (IPC) e Índice Nacional de Custo da Construção (INCC). Em suma, eles respondem por 60%, 30% e 10% do indicador, respectivamente.

De acordo com a FGV, o IPA, que mede a variação dos preços no atacado, saltou de 1,44% para 2,81% entre março e abril. Isso aconteceu, principalmente, graças aos combustíveis, cujos reajustes promovidos pela Petrobras foram sentidos completamente nesta atualização.

“No entanto, as pressões inflacionárias andam muito disseminadas e, mesmo excluindo a contribuição da gasolina (0,15% para 18,73%) e do diesel (0,24% para 24,90%) no IPA, a variação média do índice ao produtor ficaria em 1,81%, superando a variação apurada pelo IPA em março”, explicou o coordenador dos índices de preços do Ibre/FGV, André Braz.

IPC e INCC também avançam no mês

O IPC também acelerou, subindo de 0,47% em março para 1,67% em abril. Em síntese, o grupo transportes se destacou no mês ao disparar de 0,16% para 3,42%. Nesse caso, a gasolina impulsionou a taxa, disparando de 1,18% no mês anterior para 7,62% em abril.

A saber, os preços dos combustíveis estão cada vez mais caros no Brasil. Isso vem acontecendo desde o início da guerra entre Rússia e Ucrânia, que eleva os preços internacionais de diversas commodities, incluindo o petróleo. Aliás, a expectativa é que os combustíveis sigam salgados por mais tempo.

Por fim, o INCC seguiu a mesma trajetória dos outros dois índices e também acelerou em abril (0,34% para 1,17%). Com isso, ajudou ainda mais a impulsionar o IGP-10 no mês.

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