Índice de miséria cresce no 1º trimestre no Brasil, aponta pesquisa

MB Associados calcula índice de miséria de acordo com o desemprego e a inflação no país; Salvador, Recife, Aracaju e São Luís têm maiores taxas

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A miséria no Brasil cresceu no primeiro trimestre de 2022. Pelo menos é o que aponta o levantamento da MB Associados, que divulga o índice de miséria do país. A saber, a percepção da situação econômica brasileira piorou em 14 de 15 capitais pesquisadas mais o Distrito Federal.

A MB Associados calcula o índice de miséria através de dados do desemprego e da inflação nas capitais brasileiras. Quanto mais elevada estiver a soma destes indicadores, pior está a percepção de compra da população. E as capitais do Nordeste foram as que mais sofreram entre o primeiro trimestre de 2021 e o de 2022.

De acordo com o índice de miséria, a taxa mais elevada veio de Salvador/Bahia (29,9). Em seguida, ficaram Recife/Pernambuco (29,1), Aracaju/Sergipe (26,4) e São Luís/Maranhão (26,3). A propósito, em todas estas capitais o índice piorou na comparação com os três primeiros meses de 2021. Aliás, a média nacional ficou em 22,6 entre janeiro e março deste ano.

“Como esperado, o Nordeste tem sofrido mais quando comparado com a média nacional desde o ano passado”, disse Sergio Vale, economista-chefe da MB. Em resumo, as altas taxas de desemprego e inflação em Salvador e Recife fazem as capitais nordestinas liderarem o ranking, com números bem acima da média nacional.

“Não à toa, a sensação econômica ruim nessa região acaba por ter impacto político na eleição presidencial, com o ex-presidente Lula surgindo bem à frente do presidente Bolsonaro nesses Estados”, acrescentou Vale.

Capitais do Sul têm piora devido à disparada da inflação

O levantamento também destacou que as capitais da região Sul apresentaram números inferiores à média nacional. Contudo, a forte inflação no país fez as taxas das capitais dispararem em um ano.

A saber, houve uma piora expressiva em Curitiba/Paraná (21,7) e Porto Alegre/Rio Grande do Sul (18,8), segundo Vale. Em suma, ambas as capitais apresentam baixas taxas de desemprego, mas a inflação fez o índice de miséria disparar em um ano.

“Essas cidades no começo do ano passado estavam bem distantes das outras capitais, mas, agora, apresentam piora significativa, com Curitiba ficando próxima da média nacional”, disse o economista.

Índice de miséria x disputa eleitoral

Sergio Vale também destacou uma correlação entre o índice de miséria e a disputa eleitoral no país. Em síntese, haverá eleições presidenciais neste ano, e o índice de miséria pode ser um indicativo de como ficará a disputa no país. “Quanto maior o índice de miséria maior o diferencial de voto favorável a Lula“, disse Vale.

“Isso significa que a disputa eleitoral pode ficar mais acirrada, mas ainda assim desfavorável ao atual presidente, olhando do ponto de vista estritamente econômico. Sendo verdade que a economia vai falar mais alto este ano a desvantagem para Bolsonaro ainda é relevante“, explicou o economista.

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