Gabriel Monteiro: Justiça nega pedido do vereador para suspender processo na Câmara

Hoje, o vereador é acusado de quebra de decoro parlamentar por conta de supostos estupros e episódios de assédio sexual e moral

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O vereador do Rio de Janeiro, Gabriel Monteiro (PL), teve nesta quinta-feira (26) um pedido negado pela Justiça carioca. O parlamentar queria a suspensão do processo no Conselho de Ética da Câmara Municipal que pode levar a sua cassação.

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Hoje, o vereador é acusado de quebra de decoro parlamentar por conta de supostos estupros e episódios de assédio sexual e moral. Além disso, ele também é investigado por ter manipulado vídeos e infringido os direitos de uma adolescente que foi protagonista de um vídeo gravado por ele.

Desde que essas denúncias vieram à tona, o vereador tem dito que não cometeu nenhum crime e que as acusações estão sendo feitas por adversários políticos que querem destruí-lo.

No pedido feito à Justiça, a defesa do vereador alegou que o processo da Câmara correu com “cerceamento de defesa, instalação indevida do procedimento pelo Conselho de Ética e Decoro Parlamentar e desrespeito ao devido processo legal”.

Gabriel Monteiro
Hoje, o vereador é acusado de quebra de decoro parlamentar por conta de supostos estupros e episódios de assédio sexual e moral. (Foto: reprodução)

Apesar da justificativa, a juíza Neusa Regina Larsen de Alvarenga Leite, titular da 14ª Vara de Fazenda Pública, negou o pedido, dizendo que “os fatos apontados para instauração do processo em desfavor de Gabriel Monteiro na Câmara Municipal são considerados graves quanto ao decoro parlamentar”.

“Portanto, por se tratar de um representante da população carioca, devem ser esclarecidos os fatos imputados ao impetrante por se tratar de interesse público, observando-se o devido processo legal, o qual, em sede de cognição prévia nesta via mandamental, evidencia-se estar sendo respeitado”, afirmou Neusa Regina em sua decisão.

Essa não foi a primeira vez que o vereador pediu a anulação do processo. A primeira tentativa foi feita na semana passada, quando o Conselho de Ética rejeitou a solicitação do vereador e ainda se reuniu para ouvir o parecer da Procuradoria da Câmara sobre os supostos vícios jurídicos no processo apontados pelo parlamentar – o órgão avaliou que não existe nenhuma irregularidade.

Ameaças de fãs do vereador

Nesta quinta, o portal “UOL” revelou que, na quarta (25), dois ex-assessores do vereador prestaram depoimento no Conselho de Ética e afirmaram que realmente o parlamentar cometeu os crimes pelos quais vem sendo acusado.

Ainda nos depoimentos, os ex-funcionários, além de dizerem que eram orientados a produzir “dossiês” com informações para constranger outros parlamentares e autoridades públicas, também informaram que estão sendo ameaçados por fãs do vereador, que é ex-agente da Polícia Militar (PM) e youtuber.

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