“Depende de prova”, diz Lula sobre a prisão de Milton Ribeiro, ex-ministro da Educação

“Eu acho que a prisão depende de apuração, depende de prova", disse Lula que, apesar disso, ressaltou que Milton Ribeiro foi um "mau ministro"

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Luiz Inácio Lula da Silva (PT), ex-presidente da República, comentou nesta quinta-feira (23) sobre a prisão do ex-ministro da Educação Milton Ribeiro, que foi capturado durante uma operação da Polícia Federal (PF) que investiga a suspeita de tráfico de influência e corrupção para a liberação de recursos públicos no Ministério da Educação (MEC).

Durante seu comentário, o petista disse ver o “direito à defesa” como um “valor monumental da democracia”. “O direito à defesa é um valor monumental da democracia neste país, e por isso eu não sei se foi investigado, se tem autorização de juiz para prender”, afirmou Lula durante entrevista à rádio “Difusora” do Amazonas.

“Eu acho que a prisão depende de apuração, depende de prova. Você não pode prender porque vai prender. Não. Você tem prova contra o cidadão? Está provado que ele roubou?”, disse Lula que, no entanto, criticou Milton Ribeiro, dizendo que o ex-chefe da pasta do governo do presidente Jair Bolsonaro (PL) foi um “mau ministro da Educação”.

“Tem que ter direito à defesa, mas que ele foi um mau ministro da Educação, foi”, afirmou Lula, que ainda classificou as denúncias de negociações com pastores no Ministério da Educação (MEC) como uma “vergonha nacional”.  “Aquela reunião dele distribuindo dinheiro para pastor é uma vergonha nacional”, disse o petista.

Milton Ribeiro Solto

Apesar das suspeitas, e da alegação de que a prisão preventiva era necessária, pois medidas cautelares a serem aplicadas aos investigados seriam “inadequadas e insuficientes”, um desembargador mandou Milton Ribeiro e os demais capturadores serem soltos nesta quinta.

De acordo com Ney Bello, desembargador do Tribunal Regional Federal da 1ª Região (TRF-1), Milton Ribeiro não poderia ser preso preventivamente porque os fatos aconteceram há meses e ele não oferece mais risco à pasta. “Como o próprio nome já indica, a prisão preventiva serve para prevenir, não para punir; serve para proteger e não para retribuir o mal porventura feito”, afirmou o desembargador.

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