“Vai tomar um tiro na cara”, diz motorista a fiscal de trânsito

Durante a abordagem do agente, o motorista insinua ter uma arma, ameaçando o profissional caso ele aplique uma multa

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Um fiscal de trânsito de Campinas, no interior de São Paulo, foi ameaçado por um motorista de aplicativo enquanto fazia seu trabalho, na noite de terça-feira (20). Durante a ação, registrada por uma câmera presa ao uniforme do agente, o suspeito insinua ter uma arma e, com isso, ameaça o profissional caso ele aplique uma multa.

“Se você embaçar na minha mão uma vez, você vai tomar um tiro na cara. E se você duvidar, você vai tomar agora”, disse o motorista de aplicativo, que fez a ameaça em uma área de embarque e desembarque na Rodoviária da metrópole.

De acordo com as informações, o motorista do veículo reclamou sobre a abordagem do agente depois de ele ter parado seu carro em uma vaga rápida de 15 minutos. Na gravação, o agente explica que a vaga em questão era destinada a deficientes e idosos.

Durante a abordagem do agente, o motorista insinua ter uma arma, ameaçando o profissional caso ele aplique uma multa
Durante a abordagem do agente, o motorista insinua ter uma arma, ameaçando o profissional caso ele aplique uma multa. (Foto: reprodução)

“Da próxima vez que eu encostar meu carro ali, mano, você deixa eu pegar meu passageiro e ir embora. Tá ligado? Mano, se você duvidar de mim, você vai tomar um tiro na cara e aí você pode chamar […] quem você quiser. Aqui não tem medo de ninguém não. Se você duvidar, você vai morrer”, disse o suspeito, ainda não identificado.

Ainda conforme o motorista, ele iria voltar ao terminal após algumas horas, a fim de pegar um outro passageiro. Neste momento, ele passa o número da placa e afirma ao agente de trânsito que fique longe. “Se chegar um papel de multa na minha casa, você vai morrer”.

Agente fez boletim contra o motorista

De acordo com as informações, por conta da gravidade das ameaças, o próprio agente foi à delegacia prestar queixa. Em nota, a Empresa Municipal de Desenvolvimento (Emdec) da metrópole, empresa onde o profissional trabalha, disse que abriu uma ocorrência interna para apurar os fatos.

“Em situações de agressões verbais e física, os colaboradores têm o acolhimento e apoio da Empresa. O procedimento é que eles acionem a Central para que o Líder ou chefe do agente vá até o local da ocorrência prestar apoio […] Além disso, a empresa também, aciona o nosso Jurídico, que mantém plantão 24 horas, para esse tipo de atendimento”, informou a Emdec no comunicado.

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