Tomate, batata e banana ficam mais baratos em junho, aponta Dieese

Queda dos valores destes itens ajudou a reduzir o valor da cesta básica no país, mas leite integral, manteiga e açúcar dispara no mês

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O Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese) informou nesta quarta-feira (7) que o valor da cesta básica do país caiu em junho. Isso aconteceu, principalmente, por causa das quedas registradas por itens muito importantes na mesa do brasileiro.

De acordo com o levantamento do Dieese, o quilo da batata caiu em 9 das 10 capitais do Centro-Sul do país no mês. A saber, os recuos variaram entre -30,91% em Vitória e -12,83% em Florianópolis. E essas quedas aconteceram por causa do aumento da oferta e da diminuição da demanda, que acabaram reduzindo custos.

Da mesma forma, o preço do quilo do tomate também tombou na maioria das capitais pesquisadas. Em São Paulo, o valor recuou 16,14%, ajudando a reduzir o preço da cesta básica em junho. E o aumento da oferta, somado à demanda limitada, fez o tomate ficar mais barato no mês.

Já a banana ficou mais barata em 14 das 17 capitais pesquisadas pelo Dieese. As quedas oscilaram entre -13,24 em Belo Horizonte e -1,44 no Rio de Janeiro. Nesse caso, o ritmo da colheita da fruta ficou mais fraco devido ao frio. Por isso, a queda no preço da banana nanica ficou menos intensa do que nos meses anteriores. Vale destacar que o Dieese realiza uma média ponderada dos tipos prata e nanica.

Leite integral, manteiga e açúcar disparam no mês

Em contrapartida, diversos itens encerraram junho mais caros. Dentre eles, o leite integral, cujo preço subiu em 16 das 17 capitais pesquisadas. A propósito, os avanços mais expressivos vieram de: Belo Horizonte (8,54%), Porto Alegre (6,20%), Aracaju (5,87%) e Natal (5,82%).

Por sua vez, a manteiga teve alta em 12 cidades, com destaque para Aracaju (5,30%), Brasília (3,79%), Vitória (3,55%) e Florianópolis (3,31%). O valor destes derivados do leite subiu em junho devido à baixa oferta do leite no campo, bem como à elevação dos custos de produção.

Além disso, o açúcar também ficou mais caro em junho em 15 capitais, com as taxas variando entre 15,41% em Natal e 1,75% em Vitória. As únicas quedas ocorreram em Belo Horizonte (-1,38%) e Belém (-0,68%). Os preços refletiram o crescimento das exportações e a queda da produtividade nos canaviais do país.

O preço da carne bovina também subiu em junho. Isso aconteceu em 14 cidades, com destaque para Porto Alegre (6,45%), Florianópolis (5,19%), Recife (3,97%) e Fortaleza (3,19%). Em resumo, a forte demanda chinesa reduz a oferta interna, elevando os preços da carne. Altos custos de produção e poucos animais para o abate ajudam a deixar a proteína mais cara.

Ainda segundo o Dieese, o óleo de soja subiu em 14 capitais. As maiores altas vieram de: Curitiba (8,12%), Belém (5,14%), Belo Horizonte (3,82%), João Pessoa (2,43%) e Recife (2,20%). Nem mesmo a queda dos preços da soja derrubaram o valor do óleo em junho. Isso não aconteceu, porque a desvalorização do dólar e a maior demanda de óleo para produção de biocombustível mantiveram os preços elevados.

Por fim, as capitais pesquisadas pelo Dieese são: Aracaju, Belém, Belo Horizonte, Brasília, Campo Grande, Curitiba, Fortaleza, Florianópolis, Goiânia, João Pessoa, Natal, Porto Alegre, Recife, Rio de Janeiro, Salvador, São Paulo e Vitória.

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