Vendas de sete das oito atividades do varejo crescem em maio

Volume acumulado de vendas do setor varejista do Brasil em 2021 chega a 6,8%, enquanto o segmento ampliado dispara 12,4%

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O Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) divulgou nesta quarta-feira (7) os dados do volume de vendas do comércio varejista brasileiro. A saber, a Pesquisa Mensal do Comércio (PMC) mostrou que sete das oito atividades pesquisadas registraram avanço em maio, na comparação com o mês anterior.

Em resumo, os maiores avanços vieram de: tecidos, vestuário e calçados (16,8%), combustíveis e lubrificantes (6,9%) e outros artigos de uso pessoal e doméstico (6,7%). Também subiram no mês: livros, jornais, revistas e papelaria (1,4%), equipamentos e material para escritório, informática e comunicação (3,3%), hiper e supermercados, produtos alimentícios, bebidas e fumo (1,0%) e móveis e eletrodomésticos (0,6%).

Já a única exceção do mês ficou com artigos farmacêuticos, médicos, ortopédicos, de perfumaria e cosméticos, que caíram 1,4%. Aliás, em abril, sete atividades também cresceram, com exceção de hiper e supermercados. E, dentre os avanços, o menos expressivo veio justamente dos artigos farmacêuticos.

Além disso, há o acréscimo de outros dois grupos no varejo ampliado: veículos e motos, partes e peças (1,0%) e material de construção (5,0%). Com a subida de ambos os grupos, o comércio varejista ampliado fechou maio com um avanço ainda mais expressivo, de 3,8%, contra 1,4% do varejo brasileiro.

Veja detalhes das vendas em maio

Outro dado trazido pela PMC permite uma comparação com o mesmo mês de 2020. Da mesma forma, sete das oito atividades pesquisadas subiram no período, fazendo o volume de vendas do varejo disparar 16,0%. Nesse caso, o destaque ficou com o grupo tecidos, vestuário e calçados, cuja taxa saltou 165,2%.

Os outros avanços vieram de: outros artigos de uso pessoal e doméstico (59,8%), livros, jornais e revistas (59,4%), equipamentos e material para escritório (32,7%), móveis e eletrodomésticos (22,5%), combustíveis e lubrificantes (19,7%) e artigos farmacêuticos (18,8%). A única queda ficou com hiper e supermercados (-4,1%).

Esse resultado é reflexo direto dos impactos provocados pela pandemia da Covid-19. A saber, a Organização Mundial da Saúde (OMS) decretou a crise sanitária em março de 2020 e os meses seguintes sofreram fortemente com as medidas restritivas e o distanciamento social.

Por fim, as vendas do comércio varejista ampliado também dispararam em maio (26,2%), na comparação com o mesmo mês do ano passado. Essa forte subida ganhou impulso dos grupos veículos e motos, partes e peças (71,9%), e material de construção (25,7%).

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