Simone Tebet diz não acreditar que pessoas que elegeram Bolsonaro sabiam que ele fosse tão ‘desproporcional’

Simone Tebet diz não “acreditar” que eleitores que votaram em Bolsonaro acreditavam que ele era tão “desproporcional” quanto aos ataques desferidos a outros poderes.

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Simone Tebet (MDB), senadora e pré-candidata à Presidência da República, criticou o presidente Jair Bolsonaro (PL) por conta de seus ataques ao Congresso Nacional, ao Poder Judiciário e à imprensa desde que ele assumiu o Palácio do Planalto.

Segundo a senadora, que deu sua declaração durante participação no podcast “O Assunto”, da jornalista Renata Lo Prete, da “TV Globo”, ela não consegue “acreditar” que eleitores que votaram em Bolsonaro e o elegeram acreditavam que ele era tão “desproporcional” quanto aos ataques desferidos a outros poderes.

“Eu não posso acreditar que as pessoas que elegeram o presidente Bolsonaro acreditavam que ele fosse de tal forma desproporcional nessa briga acirrada com os poderes, com o Poder Judiciário, com o Congresso Nacional, com a imprensa”, disse ela.

Para Simone Tebet, o comportamento ríspido de Bolsonaro é “uma demonstração clara que [ele] tem uma pauta da extrema direita, de armar as ruas, de discriminar, de fazer vista grossa, de negar acesso à vacina, à vida para as pessoas”.

O discurso da senadora aconteceu no momento em que ela relembrava um comentário feito por ela mesmo em dezembro do ano passado. Na ocasião, durante entrevista ao jornal português “Diário de Notícias”, a parlamentar afirmou que “ninguém imaginava que Bolsonaro poderia namorar com o autoritarismo ou ameaçar as instituições”.

No podcast, ela relatou que era evidente que Bolsonaro “não tinha preparo” e que era misógino. No entanto, não era esperado que o chefe do Executivo tivesse posturas autoritárias, como os ataques que ele vem fazendo contra as urnas eletrônicas e contra ministros do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), por exemplo.

Simone Tebet é a representante da terceira via nas eleições deste ano. O grupo foi criado com o intuito de acabar com a polarização entre Bolsonaro e Luiz Inácio Lula da Silva (PT) que, juntos, somam mais de 70% das intenções de votos.

No entanto, na prática, pelo menos até o momento, a terceira via não emplacou. Isso porque, levando em consideração a última pesquisa do Instituto DataFolha, divulgada no final de maio, a senadora soma apenas 2% das intenções de votos pela corrida ao Palácio do Planalto.

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