Ritmo do mercado de trabalho desacelera em fevereiro, segundo FGV

País deve seguir sob pressão da taxa de desemprego nos primeiros meses de 2021

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O Indicador Antecedente de Emprego (IAEmp) caiu 0,6 ponto em fevereiro deste ano, na comparação com o mês anterior. Com o resultado, o indicador recuou para 82,9 pontos. A saber, nos últimos dez meses, o indicador conseguiu resultado positivo em oito deles. Apenas em novembro e em janeiro teve retrações de 0,4 ponto e 2,2 pontos, respectivamente, sem contar fevereiro. Além disso, vale ressaltar que o ritmo do IAEmp apresenta desaceleração na recuperação desde de julho.

Em resumo, o levantamento mostra que IAEmp caiu 0,5 ponto no trimestre móvel encerrado em fevereiro. Dessa forma, o ritmo do índice que analisa o mercado de trabalho, alcançou a média trimestral de 84,0 pontos. Essa é a segunda retração nessa base de comparação desde a alta iniciada em julho do ano passado. A saber, a Fundação Getúlio Vargas (FGV), responsável pela pesquisa, divulgou as informações nesta sexta-feira (5).

“Depois de um período de recuperação do IAEmp, que durou até o final do ano passado, o início de 2021 mostra que esse não será um processo simples e que ainda existem muitos obstáculos. O cenário ainda é muito incerto e o recrudescimento da pandemia torna ainda mais difícil a retomada de setores chaves para o emprego, como por exemplo o setor de serviços. Enquanto não for possível observar efeitos positivos da vacinação, é difícil pensar em resultados positivos para o mercado de trabalho”, afirmou o economista da FGV, Rodolpho Tobler. 

 

Maioria dos componentes do indicador recuou

De acordo com o levantamento, apenas dois dos sete componentes do IAEmp tiveram alta em fevereiro. Dessa forma, as quedas registradas puxaram o ritmo do indicador pra baixo no período. O destaque do mês foi o indicador de expectativa para os próximos seis meses do setor de serviços, que recuou 5,6 pontos mês.

Por outro lado, o Indicador Coincidente de Desemprego (ICD) subiu 0,5 ponto, para 99,3 pontos. Vale ressaltar que o ICD é um indicador parecido ao da taxa de desemprego, ou seja, quanto maior o número, pior o resultado.

“Nos últimos resultados o ICD vem oscilando em patamar muito elevado. Esse cenário sugere que a taxa de desemprego deve continuar sendo pressionada nesses primeiros meses do ano, principalmente com a piora nos números da pandemia. Diante desse cenário, para os próximos meses ainda é difícil imaginar uma trajetória muito positiva”, segundo Tobler.

 

Entenda o IAEmp da FGV

O Indicador Antecedente de Emprego (IAEmp) é divulgado com base em dados das Sondagens da Indústria, de Serviços e do Consumidor. Em suma, o indicador tem a capacidade de antecipar as direções tomadas pelo mercado de trabalho no Brasil. Ao mesmo tempo, o indicador possui relação de maneira positiva com o nível de emprego do país. 

 

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