Dólar opera em alta nesta sexta (5), seguindo receio externo

Declarações do presidente do Fed, na véspera (4), não agradaram mercado

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O dólar americano opera em alta no último pregão da semana. O principal motivo para esse movimento foram as declarações de Jerome Powell, presidente do Federal Reserve (Fed), o banco central dos EUA, na véspera (4). Outro fator que está impactando o pregão desta sexta (5) é a repercussão da aprovação da PEC Emergencial em dois turnos no Senado Federal. O avanço da pandemia da Covid-19 no país também está no radar dos investidores.

Em resumo, Powell endereçou a alta dos rendimentos dos títulos do Tesouro norte-americano com a trajetória da inflação no país. Isso provocou apreensão no mercado, uma vez que o pacote trilionário de Joe Biden abre possibilidades para a maximização desta situação. Aliás, muitos esperam que o plano de US$ 1,9 trilhão, próximo de ser aprovado, provoque uma superaquecimento na economia e uma disparada na inflação.

A saber, a elevação dos rendimentos indica uma futura elevação dos juros, e muitos temem que isso ocorra antes do que o esperado. Powell afirmou, como vem fazendo todas as semanas, que os juros subirão apenas quando o emprego voltar a um bom nível nos EUA. Mas isso não vem convencendo os investidores tanto assim, que acreditam numa inflação mais alta em pouco tempo.

 

PEC Emergencial também impacta no dólar

Ontem, houve a aprovação da PEC Emergencial em dois turnos pelo Senado Federal, e agora ela segue para a Câmara dos Deputados. Ela também passará por outros dois turnos de votação, que devem ocorrer na próxima semana. Em resumo, esta Proposta de Emenda à Constituição (PEC) tem o objetivo de possibilitar o retorno de parcelas do Auxílio Emergencial. A PEC não é o auxílio em si, mas sim o dispositivo para que o benefício volte. Em geral, os economistas torcem pela aprovação desse texto, que, por sinal, ficou mais enxuto e facilitou a votação da proposta.

Mesmo envolvendo despesas menores, o retorno do auxílio ainda preocupa. Em suma, os investidores torciam para que houvesse respeito ao teto de gastos, tido como a âncora fiscal do país atualmente. Além disso, temiam o impacto que essas novas rodadas do benefício poderiam causar nos cofres públicos. E, claro, qual mágica precisaria ser feita para que as despesas coubessem dentro do teto de gastos, sem pedaladas fiscais ou excepcionalidades. Agora, o texto mais enxuto parece ter agradado o mercado. Mas isso não muda a situação do Brasil, com elevação da dívida pública e avanço da pandemia a cada dia, mostrando estar cada vez mais longe do fim.

Por fim, com todas estas notícias, o dólar seguia em alta no pregão, subindo 0,76% por volta das 14h10 e cotado a R$ 5,7031. Na máxima, chegou a R$ 5,7206, mas perdeu um pouco o fôlego no decorrer do pregão. A propósito, no ano, acumula um forte avanço de 9,12%.

 

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