Preço médio do gás de cozinha recua levemente na semana

Valor do botijão de 13 quilos cai em todas as regiões, com exceção do Sul; variação em 12 meses dispara 38,95% e preço médio chega a R$ 102,399

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Os brasileiros seguem tendo dificuldades em comprar seu gás de cozinha devido aos altos preços do item. A saber, o valor médio do botijão de 13 quilos até caiu na semana de 28 de novembro a 4 de dezembro, mas o recuo foi de apenas 0,20%. Assim, o preço chegou a R$ 102,399 no país, oitava semana consecutiva acima dos R$ 100.

Em resumo, o gás ficou mais barato em todas as regiões do país, com exceção do Sul, onde o preço subiu 0,27%. Já os recuos foram os seguintes: Nordeste (-0,38%), Sudeste (0,25%), Norte (-0,25%) e Centro-Oeste (-0,09%). O levantamento faz parte da Síntese de Preços Semanal da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP), atualizada no último sábado (4).

Entre as Unidades da Federação (UFs), 18 tiveram preços mais baratos do que os da semana anterior. De acordo com a ANP, os maiores decréscimos foram registrado em Sergipe (-1,87%) e Pernambuco (-1,37%). As outras variações ficaram abaixo de 1%.

Em contrapartida, entre os poucos avanços, o mais intenso veio de Santa Catarina (+1,50%). Os outros resultados não superaram 1% de alta. Com o acréscimo do recuo na semana, o preço médio de revenda do gás acumula alta de 38,95% em 12 meses. Os maiores avanços em um ano são os de: Maranhão (48,98%), Rio Grande do Norte (+47,32%) e Goiás (+45,64%).

Ranking nacional do preço dos botijões

Com as variações, o preço do botijão vendido no Rio de Janeiro continuou como o mais barato do Brasil. Aliás, o estado fluminense liderou o ranking dos menores preços do país em 48 semanas de 2021, enquanto o botijão do Distrito Federal foi o mais barato em apenas uma semana. Nesta atualização, o botijão do RJ custou R$ 92,823 após queda de 0,36%.

Na sequência, ficaram: Pernambuco (R$ 93,893), Bahia (R$ 94,776), Sergipe (R$ 96,419), Distrito Federal (R$ 97,850), Espírito Santo (R$ 98,009) e Alagoas (R$ 98,703). Estes foram os únicos locais com preços menores que R$ 100.

Por outro lado, o botijão mais caro do país foi novamente o de Mato Grosso, custando R$ 123,110 (-0,72%). Em seguida, ficaram: Rondônia (R$ 118,731), Acre (R$ 116,580), Amapá (R$ 115,222), Santa Catarina (R$ 112,317), Tocantins (R$ 111,968), Roraima (R$ 111,708) e Goiás (R$ 110,463).

Já entre as regiões, o Norte seguiu liderando o ranking nacional, com um valor médio de R$ 109,848. Em seguida ficou o Centro-Oeste, onde o preço médio chegou a R$ 109,707. O Sul completa o top três, com o gás custando R$ 105,863.

Dessa forma, os menores preços continuaram comercializados no Nordeste (R$ 99,794) e no Sudeste (R$ 100,301), únicas regiões com valores menores que a média nacional. Nos rankings semanais, o Sudeste teve o gás mais barato do país em 31 semanas, enquanto o Nordeste apresentou o menor valor entre as regiões por 18 semanas.

Por fim, vale ressaltar que o levantamento da ANP mostra os preços médios de revenda do país, mas também os preços de paridade de importação nos postos. Em suma, a variação no Porto de Santos despencou 2,95% na semana, taxa levemente menor que a do Porto de Suape (-3,09%).

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