PF quer saber se existiu interferência na operação que prendeu Milton Ribeiro

O delegado responsável pelo inquérito enviou uma mensagem a colegas dizendo que Milton Ribeiro recebeu um “tratamento diferenciado”

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A Polícia Federal (PF) divulgou uma nota nesta quinta-feira (23) revelando que abriu uma investigação que tem como objetivo apurar se existiu alguma interferência nas diligências que culminaram na prisão do o ex-ministro da Educação Milton Ribeiro.

Juiz que mandou prender Milton Ribeiro, ex-ministro da Educação, diz ter sofrido ameaças

A manifestação da entidade aconteceu depois que uma matéria do jornal “Folha de S.Paulo” mostrou que o delegado Bruno Calandrini, responsável pelo inquérito contra o ex-ministro, enviou uma mensagem a colegas dizendo que a investigação teria sido “prejudicada” devido a um “tratamento diferenciado” dado a Milton Ribeiro.

“Considerando boatos de possível interferência na execução da Operação Acesso Pago e objetivando garantir a autonomia e a independência funcional do Delegado de Polícia Federal, informamos que foi determinada a instauração de procedimento apuratório para verificar a eventual ocorrência de interferência, buscando o total esclarecimento dos fatos”, informou a corporação.

De acordo com a publicação da “Folha”, o delegado disse na mensagem que não teve “autonomia investigativa para conduzir o inquérito deste caso com independência e segurança institucional”, o que teria prejudicado as investigações.

Assim como vem publicando o Brasil123, Milton Ribeiro foi preso na quarta-feira (22) pela Polícia Federal porque era um dos alvos da operação batizada de Acesso Pago. O ex-ministro é suspeito de ter participado de um suposto esquema de corrupção enquanto era ministro da Educação do governo de Jair Bolsonaro (PL).

Além dele, também foram presos os pastores Gilmar Santos e Arilton Moura, o advogado e ex-assessor do MEC Luciano de Freitas Musse e o ex-assessor da Prefeitura de Goiânia Helder Bartolomeu.

Todos eles, que foram levados para São Paulo logo após serem capturados, seriam encaminhados para Brasília. No entanto, o desembargador Ney Bello, do Tribunal Regional Federal da 1ª Região, liberou os cinco nesta quinta-feira alegando que uma prisão preventiva era incabível, pois os supostos atos foram praticados há meses.

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