PF investiga possíveis desvios de recursos públicos na área da educação no AM

Segundo a PF, o prefeito, secretários Municipais e também os funcionários da cidade são suspeitos de terem realizado licitações fraudulentas com um grupo de empresários locais

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A Polícia Federal (PF) deflagrou, nesta terça-feira (13), uma operação que visa investigar fatos relacionados a possíveis práticas de crimes como pertencimento a organização criminosa, fraude a licitação, desvio de recursos públicos, peculato, corrupção ativa e passiva e lavagem de dinheiro em Tabatinga, no estado do Amazonas.

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Em nota, a PF revelou que ação da entidade visou cumprir mandados judiciais expedidos pelo Tribunal Regional Federal da 1ª Região sendo que, ao todo, foram 18 mandados de busca e apreensão e 12 medidas cautelares de afastamento de cargos públicos, por 90 dias.

Além disso, ainda conforme a entidade, esses servidores afastados ficarão impedidos de frequentar repartições públicas nas cidades de Tabatinga, Manaus e Benjamin Constant, todas no estado do Amazonas.

O que a PF sabe 

De acordo com as investigações da PF, o prefeito de Tabatinga, Secretários Municipais e também os funcionários do alto escalão são suspeitos de terem realizado licitações fraudulentas com um grupo de empresários locais.

Conforme a entidade, o objetivo dessas licitações fraudulentas era simular a lisura na formalização do procedimento licitatório para construção de escolas e creches municipais. Nesse sentido, as apurações da corporação mostram que existem indícios de que o chefe do Executivo de Tabatinga em exercício escolherá as empresas vencedoras previamente à licitação.

“Após receber valores do FUNDEB, os criminosos montavam o procedimento licitatório para realização de obras municipais já inauguradas. Ao final, teria pagado os empresários envolvidos nas fraudes, os quais posteriormente se apropriaram dos valores repassados e devolveram parte do lucro”, detalhou a PF.

Os indiciados poderão responder, na medida de suas responsabilidades, pelos crimes de fraude à licitação, corrupção passiva, corrupção ativa, peculato, pertencimento a organização criminosa e lavagem de dinheiro. Se condenados, poderão cumprir pena de até 44 anos de reclusão.

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