Perícia aponta que ossada encontrada em Belford Roxo não é dos três meninos desaparecidos

Conforme o laudo, os ossos são de "vértebras caudais de animais e não de falanges humanas” e não dos meninos de Belford Roxo

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Uma perícia realizada pela Polícia Civil do Rio de Janeiro constatou que a ossada encontrada perto de uma ponte em Belford Roxo não é de nenhum dos três meninos desaparecidos desde dezembro do ano passado. De acordo com a análise, o material encontrado é de origem animal.

Conforme o laudo, os ossos são de “vértebras caudais de animais e não de falanges humanas” e não de Lucas Matheus, Alexandre e Fernando Henrique, desaparecidos há mais de sete meses.

Os peritos analisaram a ossada depois que um homem foi à polícia, no fim do mês passado, acusar o próprio irmão de ter participado da ocultação dos corpos.

 “Foi observado que o aspecto morfológico dos ossos não corresponde ao de ossos humanos de subadultos, e pelo exposto conclui-se tratar-se de vértebras caudais de animais e não de falanges humanas”, determinou a perícia. Após o resultado, a Delegacia de Homicídios da Baixada Fluminense foi orientada a continuar as buscas.

meninos de belford roxo
Conforme o laudo, os ossos são de “vértebras caudais de animais e não de falanges humanas” e não dos meninos de Belford Roxo. (Foto: reprodução)

O desaparecimento

Assim como divulgou o Brasil123 à época, os três meninos estão desaparecidos desde o dia 27 de dezembro. Na ocasião, Lucas Matheus, de 9 anos, e Alexandre Silva, de 11, e Fernando Henrique, de 12 anos, saíram para jogar futebol e nunca mais voltaram.

Recentemente, parentes dos meninos participaram de uma reunião com o delegado do caso e também com representantes do Ministério Público, da Defensoria Pública e da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB). Eles cobram uma resposta sobre o caso.

Cadê os meninos

Desde que estão desaparecidos, a única pergunta que as famílias dos garotos fazem é: “cadê os meninos?”. No entanto, a demora nas investigações tem postergado cada vez mais uma resposta.

Depois de muita pressão, uma força-tarefa foi criada para agilizar os trabalhos – isso, quatro meses depois do sumiço. Na visão da família, a investigação começou tarde demais.

Já a polícia diz que ouviu todas as pessoas necessárias à medida que conseguia informações. Cerca de 80 diligências foram feitas. Passado o tempo, a única linha de investigação é a de que os traficantes estão por trás do caso.

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