Número de bolsas para pesquisas científicas cai 17,5% no governo Bolsonaro 

Desde o começo do governo Bolsonaro houve uma queda de 17,5% no número de bolsistas oferecidas pelo CNPq e 16,2% pela Capes

0

Números revelados nesta sexta-feira (22) pelo portal “G1” mostram que a concessão de bolsas para pesquisa científica e para a formação de docentes despencou desde 2019, quando o presidente Jair Bolsonaro (PL) assumiu o posto de chefe do Executivo.

Segundo a reportagem, dados obtidos via Lei de Acesso à Informação mostram que houve, de 2019 até aqui, uma queda de 17,5% no número de bolsistas contemplados pelo Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq) e de 16,2% pela Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes) em comparação com dados registrados nos governos anteriores.

Importante destacar que bolsas do Capes buscam expandir os cursos de pós-graduação a professores brasileiros e também formar “recursos humanos de alto nível”, como gestores de alta qualificação para os setores público e privado. Por outro lado, as bolsas do CNPq são destinadas a pesquisas científicas em diferentes áreas de formação.

Em entrevista ao portal “UOL”, a biomédica Helena Nader, que é presidente da Academia Brasileira de Ciências (ABC), lembra que o ex-ministro da Educação Milton Ribeiro chegou a dizer, em agosto do ano passado, que “a universidade é feita para poucos”. “A redução nas bolsas é uma política deste governo, que não entende a importância que é a educação e a ciência”, afirma.

Conforme os dados, levando em consideração a média anual de bolsistas do CNPq, constata-se uma queda de 88,9 mil no governo Dilma Rousseff (PT)/Michel Temer (MDB), de 2015 a 2018, para 73,3 mil na atual gestão de Bolsonaro, ou seja, uma redução de 17,5%.

Em nota, o CNPq afirmou que a redução de bolsas ocorre por conta do corte orçamentário após o fim do programa Ciências sem Fronteiras, que financiou cerca de 93 mil bolsas de estudo para estudantes brasileiros no exterior de 2012 a 2016.

“A partir de 2011, com a criação do Programa Ciência sem Fronteiras, houve um aporte extra no orçamento do CNPq destinado às bolsas concedidas no âmbito dessa ação”, afirmou a entidade, completando que, “na medida em que a vigência das bolsas do programa foi acabando, o orçamento voltou aos patamares anteriores, visto que não houve continuidade da iniciativa”.

Leia também: Irmã de Paulo Guedes diz que educação não tem sido prioridade’ no governo Bolsonaro

5/5 - (1 vote)

Sucesso na Internet:

Deixe uma resposta

Seu endereço de email não será publicado.