Justiça decreta prisão de advogado que matou cabo do Exército no Piauí

À época do crime, a vítima tinha apenas 22 anos e foi assassinada com um tiro no tórax. Na ocasião, o advogado Jefferson Moura foi denunciado pelo crime e até chegou a ficar preso por alguns dias. Todavia, ele foi solto e nunca foi julgado

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A Justiça decretou nesta terça-feira (03) a prisão preventiva do advogado Jefferson Moura Costa, acusado de ter matado o cabo do Exército Arione de Moura Lima, em abril de 2010.  A decisão, assinada pela juíza Nilcimar Rodrigues, da 5ª Vara da Comarca, saiu após um pedido do Ministério Público (MP).

À época do crime, a vítima tinha apenas 22 anos e foi assassinada com um tiro no tórax. Na ocasião, o advogado Jefferson Moura foi denunciado pelo crime e até chegou a ficar preso por alguns dias. Todavia, ele foi solto e nunca foi julgado.

No último dia 30 de julho, o MP foi à Justiça pedir a prisão preventiva do advogado em relação ao assassinato do cabo do Exército, solicitação acatada pela juíza, que afirmou na decisão que são fortes os indícios contra Jefferson Moura.

“Os indícios de autoria são fortes e recaem em desfavor do acusado, tanto pelo que foi relatado nos depoimentos prestados pelas testemunhas ouvidas em sede de inquérito policial e em juízo, quanto pelo interrogatório do acusado”, destacou a juíza.

Em outro momento, a magistrada ainda destaca que, contra o advogado, já existe outro mandado de prisão preventiva, mas por outro crime: um estupro na cidade de Teresina. “A reiteração delituosa do acusado demonstra sua predisposição para a prática de crimes de diferentes naturezas, em especial aqueles considerados de gravidade mais acentuada”, disse a magistrada.

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À época do crime, a vítima tinha apenas 22 anos e foi assassinada com um tiro no tórax. Na ocasião, o advogado Jefferson Moura foi denunciado pelo crime e até chegou a ficar preso por alguns dias. Todavia, ele foi solto e nunca foi julgado. (Foto: reprodução)

De acordo com ela, a prisão se faz necessária para que a manutenção da segurança pública seja mantida. “Com vistas a afastar, mesmo que de maneira cautelar, a reiteração desses crimes ou de outros por aquele que teve sua liberdade restituída no curso do processo, como é o caso do ora representado, demonstrou-se que esta condição põe em risco bens e direitos sensíveis ao meio social”, pontuou.

O homicídio do advogado

De acordo com as informações, o advogado era amigo da família do cabo do Exército e chegava a frequentar na casa da vítima, pois era próximo do pai de Arione, sendo que uma briga entre o pai da vítima e o advogado teria motivado o crime.

“O Jefferson estava passando de carro no local, estacionou o veículo e chamou o Arione, que foi até ele. As testemunhas disseram que o Arione chegou a colocar o braço no capô do carro. Aí ele, Jefferson, sacou a arma e deu um tiro”, afirmou uma fonte ao portal “G1”.

Após o crime. O cabo do Exército tentou fugir e correr para casa, mas acabou caindo antes e morreu no local. O advogado não foi preso em flagrante, pois acabou sendo capturado apenas dias depois, quando ele mesmo resolveu se apresentar.

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