Intenção de consumo das famílias tem leve alta em julho, aponta CNC

Levantamento reporta segundo avanço consecutivo do indicador, que chega a 68,4 pontos, superando o nível de julho de 2020

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A Intenção de Consumo das Famílias (ICF) subiu 2% em julho deste ano, na comparação com o mês anterior. Com o acréscimo desse resultado, o índice atingiu 68,4 pontos. A saber, este é o segundo avanço consecutivo do indicador após três meses seguidos de queda.

Aliás, a intenção de consumo em junho deste ano superou o nível registrado no mesmo mês de 2020. Essa é a primeira vez, desde o início da pandemia da Covid-19, que o indicador ficou maior que o patamar observado um ano antes (66,1 pontos). Além disso, esse é o nível mais alto do índice desde abril (70,7 pontos). 

No entanto, a intenção de consumo das famílias está abaixo do nível de satisfação (100 pontos) desde abril de 2015, quando atingiu 102,9 pontos. A propósito, a Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC), responsável pelo levantamento, divulgou os dados nesta quarta-feira (21).

O resultado positivo aconteceu devido à melhora dos indicadores econômicos do país no período. “A maior confiança das famílias na estabilidade da tendência positiva do mercado de trabalho, assim como a disponibilização do auxílio emergencial e uma maior parcela da população já vacinada favoreceram as condições de consumo”, destacou o presidente da CNC, José Roberto Tadros.

Todos os componentes pesquisados sobem em julho

De acordo com a CNC, todos os sete componentes pesquisados subiram em julho, assim como ocorreu no mês anterior. Em resumo, o destaque ficou com o subíndice que mede a perspectiva de consumo, cujo avanço de 5,1% fez o componente chegar a 66,8 pontos.

Esse resultado evidencia a melhora da economia do país na percepção dos brasileiros. “A expectativa das famílias é que esse ambiente econômico mais positivo percebido no curto prazo se prolongue para o longo prazo”, afirmou Catarina Carneiro da Silva, economista da CNC responsável pela pesquisa.

Por fim, o nível de consumo atual também avançou no mês (2,2%), para 53,1 pontos, maior nível desde março. Já o indicador sobre a aquisição de bens duráveis, como imóveis, carros e eletrodomésticos, cresceu 4,7%, chegando a 40,8 pontos. Apesar da alta, o indicador continua num nível muito baixo.

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