Inflação anual nos países da OCDE é a maior em 33 anos

Brasil tem terceira maior taxa inflacionária do G20, atrás apenas da Turquia e da Argentina; inflação anual dos países salta de 7,8% para 8,8% em março

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A inflação média anual dos países da Organização para Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE) continua disparando em 2022. De acordo com a entidade, a taxa anual salto de 7,8% em fevereiro para 8,8% em março deste ano. Esta é a maior taxa já registrada desde outubro de 1988, ou seja, em mais de 33 anos.

Em resumo, quanto mais elevada estiver a inflação, mais pressionados ficam os bancos centrais (BC) a aumentar os juros nos países. Aliás, na quarta-feira (4), o BC do Brasil elevou a taxa básica de juro da economia para o maior nível em mais de cinco anos. Já o Federal Reserve (Fed), BC dos Estados Unidos, promoveu a maior alta em 22 anos.

A saber, a inflação global vem crescendo desde o ano passado devido aos impactos provocados pela pandemia da Covid-19. Isso porque as cadeias globais de suprimentos ficaram completamente afetadas pela crise sanitária. Em outras palavras, quanto mais afetada a oferta, mais os preços tendem a subir, ainda mais porque a demanda segue aquecida.

A situação ficou ainda mais grave com a guerra entre Rússia e Ucrânia. Os gargalos nas cadeias de suprimentos cresceram e estão afetando cada vez mais nações. E o resultado mais imediato é o aumento dos juros para conter essa alta contínua e generalizada dos preços de bens e serviços.

Brasil tem terceira maior inflação do G20

De acordo com a OCDE, o Brasil fechou março com a terceira maior inflação entre as maiores economias mundiais. A taxa inflacionária acumulada nos últimos 12 meses encerrados em março chegou a 11,3%.

Quem liderou o ranking foi a Turquia, como vem acontecendo nos últimos meses. No país, a taxa inflacionária anual chegou a 61,1% em março. Em suma, o país depende fortemente de importações, principalmente de matérias-primas e energia. O problema é que a pandemia e a guerra na Ucrânia estão encarecendo expressivamente as commodities, e isso se reflete na inflação do país.

Já a Argentina ocupou a segunda posição no ranking, com uma inflação anual de 55,1%. A saber, o país tenta sair de uma recessão econômica desde 2018, mas a taxa inflacionária e os juros permanecem muito elevados no país. Por falar em juros, o Brasil possui os juros reais (descontada a inflação) mais altos do mundo.

Por fim, os países com as menores taxas inflacionárias foram Japão (1,2%) e China (1,5%), únicos com taxas inferiores a 2%. Já os Estados Unidos tiveram a quarta maior inflação anual do mundo, de 8,5%.

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