IGP-M: inflação do aluguel acumula alta de 8,39% no ano

Índice desacelera em julho devido à queda de importantes commodities; índice funciona como um indexador de contratos

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O Instituto Brasileiro de Economia da Fundação Getúlio Vargas (FGV Ibre) revelou nesta quinta-feira (28) que o Índice Geral de Preços – Mercado (IGP-M) variou 0,21% em julho, após subir 0,59% em junho. A saber, este indicador é conhecido como inflação do aluguel.

Em resumo, o índice funciona como um indexador de contratos, incluindo os de locação de imóveis. No entanto, o IGP-M não fica limitado a aluguéis, atingindo também contratos de tarifas públicas e seguros, por exemplo. Além disso, influencia mensalidades de escolas e universidades, tarifa de energia elétrica e planos de saúde.

Com o acréscimo do resultado de julho, o índice passou a acumular uma variação de 8,39% em 2022 e de 10,08% nos últimos 12 meses. Em julho do ano passado, a inflação do IGP-M havia registrado uma alta bem superior, de 0,78%. Da mesma forma, acumulava um avanço bem mais expressivo em 12 meses, de 33,83%.

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Taxa do IGP-M abrange três índices

Em suma, a inflação do IGP-M é formada por três indicadores: Índice de Preços ao Produtor Amplo (IPA), Índice de Preços ao Consumidor (IPC) e Índice Nacional de Custo da Construção (INCC). Aliás, todos eles desaceleraram em julho, puxando o IGP-M para baixo.

A saber, o IPA passou de 0,30% em junho para 0,21% em julho. “Preços de commodities importantes estão cedendo, refletindo os riscos de um cenário macroeconômico pouco animador”, disse André Braz, coordenador dos índices de preços.

Segundo ele, “ocorreram recuos importantes nos preços do minério de ferro (de -0,32% para -11,98%), do milho (de -1,21% para -5,00%) e da soja (de -0,80% para -2,05%)”.

Já o IPC caiu de 0,71% em junho para -0,28% em julho. Braz revelou que “a redução do ICMS da energia elétrica (de -0,34% para -3,11%) e da gasolina (de -0,19% para -7,26%) influenciaram destacadamente o resultado do IPC”. Inclusive, a taxa negativa do IPC só aconteceu devido à redução do ICMS no país.

Por fim, o INCC desacelerou de 2,81% em junho para 1,16% em julho. Veja as variações dos três grupos componentes do índice no mês: materiais e equipamentos (1,58% para 0,62%), serviços (0,50% para 0,49%) e mão de obra (4,37% para 1,76%).

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