Governador afastado do Tocantins teria usado ‘laranja’ para comprar fazenda de R$ 2 milhões

Mauro Carlesse é investigado por crimes relacionados ao recebimento de propina, a lavagem de dinheiro e a obstrução de investigações

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Informações do “Jornal do Tocantins” revelaram, na terça-feira (26), que um dos indícios que levaram o governador do Tocantis, Mauro Carlesse (PSL), ser afastado do cargo, foi a compra, por meio de um “laranja”, de uma fazenda em Mateiros, na região do Jalapão, avaliada em mais de R$ 2 milhões.

Assim como publicou o Brasil123, Mauro Carlesse foi um dos alvos de uma operação da Polícia Federal (PF), que investiga crimes relacionados ao recebimento de propina, a lavagem de dinheiro e a obstrução de investigações policiais executados por uma suposta organização criminosa no governo do estado.

Conforme apontou a PF, as diligências mostraram que o grupo pode ter causado ao menos R$ 44 milhões de prejuízo ao estado por meio de dissimulação de serviços e fornecimento de insumos com a utilização de notas fiscais frias.

Ainda de acordo com as informações publicadas pelo “Jornal do Tocantins”, as investigações mostraram que o esquema criminoso teria natureza permanente, sendo que inúmeras movimentações financeiras foram realizadas para empresas ligadas ao governador e também ao seu até então secretário, Claudinei Aparecido Quaresemin.

Mauro Carlesse
Mauro Carlesse é investigado por crimes relacionados ao recebimento de propina, a lavagem de dinheiro e a obstrução de investigações. (Foto: reprodução)

No caso da fazenda, comprada em julho pela empresa Maximus’s Participações, na pessoa do seu diretor-presidente, Erick de Oliveira Araújo, chamou a atenção que, no dia seguinte à compra, o governador assinou um repasse de recursos públicos para construção de um aeroporto na região da propriedade.

De acordo com o “Jornal do Tocantins”, a PF aponta que a quantia para comprar a propriedade pode ter vindo do pagamento do Plansaúde aos fornecedores durante o período de janeiro de 2018 a novembro de 2020.  Ao todo, foram mais de R$ 561 milhões repassados aos fornecedores, incluindo a Maximus’s Participações. Para a PF, ao menos R$ 30 milhões podem ter sido desviados.

Por fim, a informação do órgão federal é que as investigações começaram há cerca de dois anos e reuniram, segundo a entidade, um grande “conjunto de elementos que demonstram um complexo aparelhamento da estrutura estatal voltado a permitir a continuidade de diversos esquemas criminosos comandados pelos principais investigados”.

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