Gás de cozinha equivale a 9,3% do salário mínimo no país

Preço médio do botijão de 13 quilos chegou a R$ 113,24 na semana passada e vem comprometendo grande parcela da renda dos brasileiros

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Os brasileiros estão precisando se desdobrar para pagar contas e adquirir bens e serviços dos que necessitam. A inflação no país insiste em não cair, mesmo com o aperto monetário cada vez mais firme do Banco Central (BC). E uma das principais dores de cabeça da população está sendo o gás de cozinha.

De acordo com um levantamento divulgado nesta quarta-feira (27) pela Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP), o preço médio do botijão de 13 quilos chegou a R$ 113,24 no país na semana passada. Isso equivale a 9,3% do salário mínimo atual, de R$ 1.212.

O Observatório Social da Petrobras, ligado à Federação Nacional dos Petroleiros (FNP), também informou que o preço mensal do gás de cozinha chegou a R$ 113,48, em média. A saber, este é o maior valor real já registrado pela série histórica, que teve início em julho de 2001.

Os valores são bem próximos entre si, mas superam em muito o auxílio gás disponibilizado pelo governo federal. Em resumo, o benefício ajuda as famílias de baixa renda do país e sua previsão é bancar metade do valor do botijão de 13 quilos. Contudo, os R$ 51 disponibilizados cobre apenas 44,5% do preço médio nacional.

Veja mais detalhes dos altos preços do gás de cozinha

A Petrobras elevou em 16,1% o preço do Gás Liquefeito de Petróleo (GLP), o famoso gás de cozinha, no dia 11 de março. Em números reais, o reajuste representou um aumento de R$ 8,06 no preço do botijão de 13 quilos. Contudo, a estatal promoveu uma redução de 5,58% em reais por metro cúbico do GLP no último dia 9.

Em meio a estes reajustes, o consumidor do país acabou sofrendo com um gás mais caro. Em suma, o preço médio do botijão subiu 10,56% entre 12 de março e 23 de abril, data do último levantamento da ANP.

Isso mostra que o gás de cozinha está cada vez mais caro no país. Inclusive, o item está comprometendo o salário mínimo na mesma proporção que o fazia em 2007. Aliás, nem todo mundo sabe, mas o consumo da lenha superou o do GLP no Brasil em 2017, e se mantém assim hoje em dia.

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