Em ‘limpa’ inédito, Youtube apaga inúmeros vídeos com mentiras sobres as eleições

A ação do YouTube foi revelada depois de uma matéria mostrar que existem 1.960 vídeos circulando na plataforma com mentiras sobre as eleições

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O YouTube informou nesta quinta-feira (09) que realizou um “limpa” nos últimos dias e apagou pelo menos 22 vídeos contendo desinformação e mentiras sobre a urna eletrônica e as eleições. De acordo com a plataforma, essa foi a maior limpeza já feito pela empresa desde que começaram a vigorar as novas regras do Youtube sobre a desinformação eleitoral, em março deste ano.

A ação do YouTube foi revelada dois dias depois de uma matéria do jornal “O Globo” mostrar que existem, segundo contagem da publicação, 1.960 vídeos circulando na plataforma com mentiras sobre as eleições. Juntos, estes materiais somam 58 milhões de visualizações.

Além disso, o jornal também revelou que esses vídeos falsos renderam uma monetização de até R$ 1 milhão para youtubers bolsonaristas que produziram conteúdo enganoso publicado na plataforma. Um dos vídeos que foram derrubados do Youtube estava no canal “Professor Bellei”. No vídeo, o homem afirmou que o segundo turno da eleição seria fraudulento e, por isso, seria necessária uma intervenção militar no país.

Outra publicação era uma “reação” à transmissão ao vivo do presidente da República, Jair Bolsonaro (PL). Na ocasião, o chefe do Executivo prometia comprovar que existem formas de fraudar as urnas eletrônicas, algo que ele próprio já assumiu publicamente que não tem como fazer.

Segundo o Youtube, o canal mais afetado foi o “OPNews TV”, que pertence ao militante Walter Biancardine. Com pouco mais de dez mil inscritos, o perfil teve cinco vídeos excluídos em dois dias. Em um deles, o influenciador afirmou, sem nenhuma fonte ou prova, que existe “77% de chances de fraude” nas eleições.

Conforme publicou “O Globo”, nota-se que a estratégia envolve jogar suspeitas não somente sobre o sistema eleitoral, mas também a respeito das pesquisas de intenção de voto, que são vistas por apoiadores de Bolsonaro como relatórios fraudados que visam corroborar para uma vitória falsa de adversários do presidente, como o ex-chefe do Executivo Luiz Inácio Lula da Silva (PT).

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