Dólar sobe pelo terceiro dia consecutivo e se aproxima de R$ 5,50

Moeda norte-americana chegou a subir quase 1% no dia e superou os R$ 5,50, mas perdeu fôlego com notícia positiva vinda dos EUA

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O dólar comercial superou a marca dos R$ 5,50 nesta quarta-feira (6) ao subir quase 1% no pregão. No entanto, a moeda norte-americana perdeu fôlego no decorrer do dia e encerrou o dia perto da estabilidade. A saber, a divisa teve leve alta de 0,06% e fechou a sessão cotada da R$ 5,4875.

Em resumo, o cenário internacional continua preocupando os mercados. Os preços da energia continuam muito elevados, o que impulsiona a inflação nas economias avançadas. Ao mesmo tempo, a desaceleração econômica da China aumenta os temores, visto que o país é a segunda maior economia mundial.

Além disso, os preços do petróleo alcançam níveis cada vez mais elevados a cada dia, ajudando a impulsionar a inflação. Nesse sentido, o maior temor dos investidores é que os bancos centrais apertem suas políticas monetárias, incluindo o dos EUA. Assim, o dólar seria ainda mais beneficiado em detrimento das outras divisas.

Apesar destes problemas, o dólar perdeu fôlego devido ao aumento das esperanças em relação a algum acordo de dívida nos Estados Unidos. Os mercados financeiros globais se mostraram bem mais otimistas nesta terça, e isso reduziu o ímpeto da moeda norte-americana, que chegou a R$ 5,5371 na máxima do dia.

Veja o que mais repercutiu no pregão e influenciou o dólar

O exterior sempre influencia a cotação do dólar, mas isso não quer dizer que os fatores internos também não o façam. Pelo contrário, o real vem perdendo para o dólar justamente por causa de todos os problemas domésticos. Neste ano, o dólar já acumula valorização de 5,79% ante o real. Inclusive, a alta da divisa nesta quarta é a terceira consecutiva.

Hoje, o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) revelou que as vendas do comércio varejista brasileiro recuaram 3,1% em agosto na comparação com julho. Já em relação a agosto de 2020, o recuo foi ainda maior, de 4,1%. Ambos os tombos frustraram analistas, cujas expectativas indicavam alta de 0,7% na comparação mensal e de 2,0% na anual.

Por fim, notícias vindas de Brasília também repercutiram no pregão. Em suma, o presidente da Câmara dos Deputados, Arthur Lira (PP-AL) defendeu mudanças nos cálculos para a cobrança do ICMS sobre combustíveis. Já a Comissão de Trabalho, Administração e Serviço Público da Câmara aprovou a convocação do ministro da Economia, Paulo Guedes, para explicar sua empresa offshore.

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