Daniel Silveira chama ministro de STF de ‘marginal’

A declaração do deputado foi feita na tribuna da Câmara dos Deputados, horas antes do julgamento do parlamentar no Supremo

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Daniel Silveira (PTB), deputado federal e apoiador do presidente Jair Bolsonaro (STF), chamou o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes de “marginal”. A declaração, dada nesta quarta-feira (20), foi feita na tribuna da Câmara dos Deputados, horas antes do julgamento do parlamentar no Supremo.

Assim como vem publicando o Brasil123 ao longo dos últimos meses, Daniel Silveira é réu no STF acusado de estimular atos antidemocráticos e atacar instituições. No ano passado, inclusive, ele foi preso por ordem de Alexandre de Moraes.

Na ocasião, a decisão do ministro foi referendada no plenário tanto do STF quanto da Câmara dos Deputados. O parlamentar foi solto em fevereiro, mas desde então tem de cumprir algumas condições impostas por Alexandre Moraes.

“Eu fiquei 11 meses em um presídio. Onze meses, sem crime, mas eu acho que estava mais livre, porque o menor presídio do mundo é a toga do ministro Alexandre de Moraes, que só cabe um marginal”, disse o deputado.

“É muito complicado que se tenha pessoas dessa estirpe dentro do STF atropelando a Constituição”, completou nesta quarta o deputado. Ainda em seu discurso, o deputado afirmou que Alexandre de Moraes é um “reizinho” e um “menininho frustrado”.

Tentativa de entrar no STF

Logo depois das declarações, Daniel Silveira foi, junto com Eduardo Bolsonaro (PL), filho do presidente da república, rumo ao STF. A intenção era entrar e acompanhar o julgamento do parlamentar ao vivo.

No entanto, a dupla não foi autorizada a entrar por conta de uma regra em vigor no tribunal que, por conta da pandemia da Covid-19, limita o acesso ao local a ministros, integrantes do Ministério Público, servidores do STF e advogados que atuem em processos pautados para a sessão.

Em nota, o STF informou que pessoas da Corte ofereceram a Daniel Silveira e Eduardo Bolsonaro a possibilidade de eles assistirem ao julgamento por uma TV no salão do prédio. No entanto, eles não aceitaram o convite e preferiram voltar ao Congresso.

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