Daniel Silveira recebe tornozeleira eletrônica e volta a ser monitorado

Hoje, Daniel Silveira é réu no STF acusado de estimular atos antidemocráticos e ameaçar instituições, entre elas a própria corte

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Acabou nesta quinta-feira (31) a novela em torno do deputado Daniel Silveira (PTB), que estava se recusando a usar uma tornozeleira eletrônica. Isso porque o parlamentar foi até  à superintendência da Polícia Federal (PF) em Brasília e saiu de lá com o item instalado em sua perna.

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Daniel Silveira concordou em usar o equipamento, uma determinação do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes, após o mesmo membro da Corte mandar o Banco Central bloquear as contas bancárias ligadas ao parlamentar até que ele adotasse o uso do equipamento – além disso, ele seria multado em R$ 15 mil por dia que se recusasse a usar o item.

Hoje, Daniel Silveira é réu no STF acusado de estimular atos antidemocráticos e ameaçar instituições, entre elas a própria corte. No ano passado, ele foi preso depois de ter divulgado um vídeo ameaçando ministros do Supremo, mas acabou sendo liberado com a condição de não se comunicar com outros investigados e de ficar fora das redes sociais.

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Hoje, Daniel Silveira é réu no STF acusado de estimular atos antidemocráticos e ameaçar instituições, entre elas a própria corte. (Foto: reprodução)

No entanto, tudo mudou na sexta-feira (15) passada, quando Alexandre Moraes atendeu ao pedido da Procuradoria-Geral da República (PGR), que solicitou que o deputado passasse a usar uma tornozeleira eletrônica. O pedido acontece porque, segundo a PGR, o parlamentar estava participando de atos políticos e seguia praticando um “comportamento delitivo contra o Estado Democrático de Direito, ameaçando e proferindo inúmeras ofensas” contra o Supremo e ministros da Corte.

Antes de aceitar colocar o equipamento, Daniel Silveira disse que não acataria a decisão do ministro. Na terça-feira (29), ele chegou a dormir no gabinete para evitar cumprir a decisão de Alexandre Moraes, alegando que a PF não poderia agir dentro do espaço. Apesar disso, o ministro, afirmando que a colocação da tornozeleira não atrapalha o exercício do mandato do parlamentar, determinou que policiais fossem ao local. Na quarta, agentes da PF e da Polícia Civil foram até a Câmara, mas o deputado se recusou a assinar o termo de cumprimento da medida.

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