CPI desiste de ouvir Queiroga novamente, mas cobra informações sobre vacinação em 2022

Em vez de convocar Marcelo Queiroga, os senadores aprovaram inúmeras solicitações à pasta, como informações sobre o planejamento de vacinação para 2022

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Senadores que fazem parte da CPI da Covid-19 não chegaram a um consenso e, com isso, o ministro da Saúde, Marcelo Queiroga, não será chamado para depor novamente na comissão – essa seria a terceira participação do chefe da pasta.

Em vez disso, nesta terça-feira (05), os senadores aprovaram um pedido para que o Ministério liderado por ele envie dados sobre o planejamento para vacinação contra a doença em 2022.

Em entrevista, o senador Renan Calheiros (MDB-AL) confirmou que o ministro não será chamado. Todavia, ele, que é relator da comissão, afirmou que existem inúmeras perguntas a serem feitas ao chefe da pasta.

 “Nós não vamos mais ouvir o Queiroga, mas temos muita coisa a perguntar para ele. Então o ideal é que nós aprovemos questionários e esses questionários sejam mandados ainda hoje que nós temos tenhamos essa resposta até o final da semana”, disse Renan Calheiros.

Ainda conforme o senador, caso não responda aos questionamentos dos senadores em um prazo de 48 horas, a decisão de não mais convocá-lo poderá ser revista.

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Em vez de convocar Marcelo Queiroga, os senadores aprovaram inúmeras solicitações à pasta, como informações sobre o planejamento de vacinação para 2022. (Foto: reprodução)

Solicitações ao Ministério da Saúde

Os senadores que fazem parte da CPI da Covid-19 aprovaram uma série de solicitações ao Ministério da Saúde. Dentre as principais, destaca-se o detalhamento do Plano Nacional de Imunização a ser executado no ano de 2022 e também o detalhamento do programa de acompanhamento epidemiológico, em substituição ao Epicov.

Além disso, os senadores também querem a indicação do estoque e planejamento de vacinas relativos ao final de 2021, considerando-se a aplicação da terceira dose e a vacinação de adolescentes e também a indicação das medidas que estão sendo tomadas para esclarecer as dúvidas da população acerca da vacinação.

Por fim, o Ministério da Saúde também terá que responder o porquê da descontinuidade do uso da CoronaVac em 2022, informação anunciada recentemente. Para atender a todas as solicitações, a pasta terá 48 horas.

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