Construção civil fica mais cara no país e população reduz gastos

Preços do setor vêm subindo significativamente desde o início da guerra na Ucrânia; pesquisa revela que população já reduziu gastos com a construção

0

A guerra entre Rússia e Ucrânia entrou pelo terceiro mês. Desde 24 de fevereiro, com invasão russa, o planeta segue atento ao leste europeu. As consequências dos conflitos são enormes e afetam diversos setores econômicos, incluindo a construção civil, que vem apresentando preços cada vez mais elevados nos últimos meses.

De acordo com o Instituto Brasileiro de Economia da Fundação Getúlio Vargas (FGV/Ibre), os preços da construção subiram 0,87% em abril. A saber, o Índice Nacional de Custo da Construção – M (INCC-M), cujos dados são pesquisados pela FGV, havia variado 0,73% em março, ou seja, o setor ficou ainda mais salgado neste mês.

No acumulado dos últimos 12 meses, os preços da construção civil estão 11,54% mais caros. Aliás, houve alta tanto em relação aos materiais, equipamentos e serviços do setor quanto à mão de obra. Isso quer dizer que os brasileiros que desejam fazer algum serviço relacionado à construção ou comprar algum material do setor irão pagar bem mais caro do que anteriormente.

Por falar nisso, uma pesquisa realizada pela Confederação Nacional da Indústria (CNI) revelou que 64% dos brasileiros reduziram seus gastos nos últimos seis meses. Segundo o levantamento, 34% dos entrevistados deixaram de comprar material de construção no período. A propósito, esta foi a maior redução registrada pela pesquisa.

Veja o que vem impulsionando os preços da construção civil

Em resumo, a guerra na Ucrânia vem desestabilizando os mercados internacionais e elevando os preços de diversos produtos. O comércio global sofre com o desequilíbrio da oferta e com a redução da produção de várias commodities, uma vez que a Rússia e a Ucrânia são grandes produtores e exportadores globais destes itens.

Esse cenário afeta a construção civil, que sofre com a falta de insumos do setor e com o encarecimento de preços. Em suma, a pandemia pressiona a construção civil há tempos, e os conflitos na Europa agravaram a situação.

A saber, materiais como o aço e o plástico ficaram mais caros desde o início da guerra, por exemplo. Isso aconteceu porque o aço é derivado do minério de ferro, enquanto o plástico se deriva do petróleo. Ou seja, são materiais oriundos de commodities, que estão cada vez mais caras.

Leia Também: Dívida média de negativados no país supera R$ 4 mil, aponta Serasa

Avalie o Artigo:

Sucesso na Internet:

Deixe uma resposta

Seu endereço de email não será publicado.