Pesquisa revela que 64% dos brasileiros reduziram gastos nos últimos meses

Inflação é principal responsável pela redução dos gastos, que atingiram principalmente material de construção e TV por assinatura

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A situação financeira de diversos brasileiros não está fácil. A população sofre com uma inflação bastante elevada há meses e com juros cada vez mais altos. E a principal consequência destes cenário é a redução de gastos, visto que os rendimentos das famílias do país não cresce no mesmo ritmo que as despesas.

De acordo com uma pesquisa divulgada pela Confederação Nacional da Indústria (CNI), 64% dos entrevistados afirmaram ter reduzido os seus gastos nos últimos seis meses. Aliás, metade destas pessoas informou ter realizado cortes “grandes ou muito grandes” em suas despesas no período.

O levantamento ouviu 2.015 pessoas entre 1º e 5 de abril e foi feito pelo Instituto FSB Pesquisa. A propósito, a margem de erro é de dois pontos percentuais para mais ou para menos. Isso quer dizer que, havendo ou não erros, os brasileiros estão tendo que reduzir expressivamente os seus gastos nos últimos tempos.

Vale destacar que a inflação no país subiu 1,62% em março, segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Em resumo, este é o maior patamar para meses de março desde 1994, ou seja, em 28 anos. Além disso, a variação acumulada em 12 meses chegou a 11,30%, maior nível em 19 anos.

Material de construção e TV por assinatura lideram cortes de gastos

O levantamento revelou que 34% dos entrevistados afirmaram ter deixado de comprar material de construção nos últimos seis meses. Por sua vez, 29% das pessoas disseram ter cancelado a TV por assinatura devido às condições econômicas pouco favoráveis.

Os entrevistados também disseram ter reduzido refeições fora de casa (24%), compra de eletrodomésticos (23%), gastos com combustível (16%), compras de roupas e sapatos (15%) e conta do celular (12%).

A pesquisa também revelou que 95% da população sentiu o impacto da inflação nos últimos seis meses. Aliás, 87% dos entrevistados afirmaram que os preços subiram “muito” no período.

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