Comissão do Senado quer ouvir Weintraub, ex-ministro do MEC, sobre influência do Centrão na pasta 

Weintraub esteve no comando da pasta até junho 2020, tendo saído do órgão após ter sido flagrado xingando ministros do STF

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A Comissão de Educação, Cultura e Esporte do Senado aprovou um convite para que Abraham Weintraub, ex-ministro da Educação, preste depoimento para a cúpula. De acordo com informações do Senado Federal, parlamentares querem ouvir o ex-líder da pasta sobre uma suposta influência do centrão no órgão.

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O centrão, que é um grupo formado por diversos partidos e que o presidente Jair Bolsonaro (PL) havia dito que nunca iria se aliar, compõe atualmente a base de sustentação do governo no Fundo Nacional do Desenvolvimento da Educação (FNDE), que é vinculado ao Ministério da Educação (MEC).

Weintraub esteve no comando da pasta da Educação de abril de 2019 a junho de 2020, tendo saído do órgão após ter sido flagrado, em uma reunião ministerial, xingando ministros do Supremo Tribunal Federal (STF). Recentemente, ele concedeu uma entrevista onde afirmou que Bolsonaro determinou que ele entregasse o comando do FNDE para o Centrão, órgão que hoje é presidido por Marcelo Lopes da Ponte, ex-chefe de gabinete do ministro Ciro Nogueira (PP), ministro da Casa Civil.

Abraham Weintraub, ex-ministro da educação
Weintraub esteve no comando da pasta até junho 2020, tendo saído do órgão após ter sido flagrado xingando ministros do STF. (Foto: reprodução)

O FNDE está em foco nas denúncias envolvendo a liberação de verbas federais por meio da influência de dois pastores que não tinham nenhum cargo oficial no governo, mas tinham trânsito livre no MEC e faziam exigências, segundo as denúncias, para que as verbas fossem liberadas.

Hoje, órgãos como a Polícia Federal (PF), o Tribunal de Contas da União (TCU) e a Controladoria-Geral da União (CGU) investigam a atuação de dois pastores no caso: Gilmar Santos e Arilton Moura. São eles os suspeitos de cobrar propina de prefeitos para liberar recursos da pasta.

Como o documento aprovado nesta quarta é um convite, Weintraub não é obrigado a comparecer. Nas últimas sessões, a comissão, que está investigando a suposta influência dos pastores, tem ficado vazia, visto que os convidados não estão comparecendo, pois não são obrigados a irem até as dependências do Senado.

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