Combustíveis podem sofrer novos reajustes; entenda os motivos

Política de preços da Petrobras segue cenário internacional, e defasagem dos combustíveis chega a 17% para a gasolina e 21% para o diesel

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A Petrobras elevou os preços dos combustíveis no país em março. As fortes altas de 24,9% no litro do diesel e de 18,8% no da gasolina pesaram ainda mais no bolso dos brasileiros, que já estavam pagando caro para abastecer seus veículos.

Muitos até acreditavam que a Petrobras não iria elevar tão cedo os preços dos combustíveis, mas isso pode acontecer já agora em maio. Em resumo, a política de preços da estatal segue os valores do mercado internacional, e há uma grande defasagem dos preços praticados no país.

De acordo com o presidente da empresa, José Mauro Coelho, a Petrobras seguirá a mesma política de preços. Assim, poderá “gerar riqueza para a sociedade e evitar desabastecimento de combustíveis no país”, disse.

Especialistas afirmam que é elevado o risco de encarecimento dos combustíveis no curto prazo. Dados da Associação Brasileira dos Importadores de Combustíveis (Abicom), a defasagem média do diesel estava em 21% (R$ 1,27 por litro) na sexta-feira (7). Já a da gasolina chegava a 17% (R$ 0,78 por litro).

Vale lembrar que a possível alta dos preços dos combustíveis acontecerá após o lucro recorde da Petrobras no primeiro trimestre. A saber, a estatal lucrou R$ 44,5 bilhões nos três primeiros meses de 2022, maior resultado já divulgado por uma empresa de capital aberto para o primeiro trimestre.

Gasolina sobe pela quarta semana nos postos e bate recorde

Os motoristas do país vão sofrer ainda mais com um reajuste nos preços dos combustíveis. Segundo a Agência Nacional de Petróleo (ANP), a gasolina subiu pela quarta semana seguida nos postos do país. O combustível acumula uma forte alta de 9,37% nas bombas desde janeiro.

Nesta semana, o preço do combustível voltou a bater recorde no Brasil. Dessa vez, a gasolina chegou a custar R$ 8,99 em Santa Catarina, nível mais alto já registrado no país. Contudo, mesmo com estes dados expressivos, o presidente da Petrobras afirmou que a empresa não se desviará da política de preços.

“É uma condição necessária para a geração de riqueza não só para a empresa, mas para toda a sociedade brasileira, fundamental para a atração de investimentos do país e para garantir o suprimento dos derivados que o Brasil precisa importar”, afirmou Mauro Coelho.

Por fim, vale ressaltar que os preços praticados pela Petrobras se referem às refinarias do país. Em outras palavras, o consumidor final paga bem mais caro pelos combustíveis, pois há outros fatores que os encarecem, como margem de distribuição e impostos.

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