Combustíveis: governo pode anunciar ainda neste mês medidas para conter a alta dos preços

A equipe de Bolsonaro definiu que a prioridade da gestão, no momento, é adotar medidas para conter o aumento dos preços nos combustíveis

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O governo do presidente Jair Bolsonaro (PL) pode anunciar ainda neste mês de janeiro medidas adotadas com um intuito: tentar conter as seguidas altas nos preços da gasolina e do diesel. Assim como vem publicando o Brasil123, o preço do petróleo no mercado internacional não para de subir e ainda existe a possibilidade de o valor do barril passar dos US$ 100. Não suficiente, os governadores já anunciaram que não renovaram o congelamento do ICMS.

Por conta desses fatores, informou o jornalista Valdo Cruz, da “Globo News”, a equipe de Bolsonaro definiu que a prioridade da gestão, no momento, é adotar medidas para conter o aumento dos preços nos combustíveis. Isso, ainda neste mês.

Segundo o jornalista, a equipe de Bolsonaro avaliou que o preço do petróleo no mercado internacional deve superar US$ 90 em breve podendo, inclusive, passar dos US$ 100 em um futuro próximo caso o iminente conflito entre Rússia e Ucrânia, de fato, aconteça.

Além disso, a equipe de Bolsonaro já entendeu que a estratégia de responsabilizar os governadores pela alta dos combustíveis não pegou porque, no final das contas, o eleitor acaba creditando ao governo federal a culpa pelo aumento, principalmente por conta do alto nível de inflação e desemprego.

De acordo com Valdo Cruz, o governo vinha estudando criar um fundo de estabilização de preços dos combustíveis, que seria formado por tributos e usado para amortecer altas em períodos de elevada. No entanto, em primeiro momento, essa ideia não será adotada, pois, sem especificar de fato o que será feito, os técnicos envolvidos na elaboração das medidas afirmaram que a orientação é que as medidas saiam em caráter de urgência.

Isso porque a tendência é que novos ajustes no valor da gasolina, diesel e gás de cozinha sejam anunciados pela Petrobras nas próximas semanas. Isso, além de impactar na inflação, que deve subir, também servirá para desgastar ainda mais a imagem de Bolsonaro, dificultando seus planos de reeleição.

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