Caso Caixa: vítimas relatam participação de outros dirigentes da empresa em assédios 

Funcionárias afirmaram que outros dirigentes da Caixa Econômica Federal, além do ex-presidente da empresa, Pedro Guimarães, participaram dos episódios de assédio sexual

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Uma reportagem publicada pelo canal “CNN Brasil” na noite desta quinta-feira (30) mostra que funcionárias, que preferiram não revelar seus nomes, afirmaram que outros dirigentes da Caixa Econômica Federal, além do ex-presidente da empresa, Pedro Guimarães, participaram dos episódios de assédio sexual e moral dentro da instituição financeira.

De acordo com essas mulheres, vítimas que denunciavam os casos em instâncias superiores acabavam retaliadas. Agora, o caso está sendo investigado pelo Ministério Público Federal (MPF).

“É a conivência e também a participação de outros dirigentes da Caixa, que não só sabiam… Os casos eram levados ao conhecimento deles, mas também participavam de algumas dessas ocasiões, dos assédios”, disse uma das vítimas.

Assim como publicou o Brasil123 na quarta, uma publicação do portal “Metrópoles” revelou que funcionárias da Caixa denunciaram Pedro Guimarães, afirmando que sofreram assédio sexual do executivo. Nos relatos, as mulheres afirmaram que a maioria dos assédios ocorreu durante viagens a trabalho.

Nesta quinta, mulheres disseram à “CNN Brasil”, que existia um clima de “medo” dentro do banco. “Desde o início da gestão, nós vivemos sob pressão e medo o tempo todo. Ninguém pode falar senão você é colocado numa relação de pessoas não gratas, é perseguido”, disse uma das mulheres.

Além disso, elas também relataram que os assédios iam desde xingamentos até abusos. “Ele [Pedro Guimarães] se aproveitava para deixar a mão percorrer o nosso corpo, passar pelo seio, pelas nádegas, pernas”, disse uma das vítimas.

Na reportagem, as mulheres confessaram que se sentiram aliviadas quando souberam que Pedro Guimarães havia pedido demissão. Todavia, elas ainda estão preocupadas, pois alguns dirigentes, que segundo elas também cometiam esses crimes, continuam no banco.

De todo modo, afirma uma das mulheres, “não vai ter ninguém fazendo isso com colegas nossas nesse final de semana, numa edição do Caixa mais Brasil, na subida de uma reunião, onde quer que seja”. “A nossa expectativa e esperança é essa”, relatou.

Na quarta, após o pedido de demissão de Pedro Guimarães, a Caixa divulgou uma nota afirmando que repudia todos os caso de assédio. Além disse, a instituição afirmou que recebeu, por meio de seu canal de denúncias, relatos do tipo e os passaram para as autoridades competentes.

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