Bolsonaro diz ao presidente dos EUA que deixará o governo de forma democrática

"Cheguei pela democracia e tenho certeza que, quando deixar o governo, também será de forma democrática", disse Bolsonaro

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Jair Bolsonaro (PL), presidente da República, afirmou ao chefe do Executivo dos Estados Unidos, Joe Biden, que, caso perca as eleições deste ano, deixará o governo “de forma democrática”. A declaração foi feita na Cúpula das Américas, em Los Angeles, nos Estados Unidos, e marcou o primeiro encontro dos dois desde que Joe Biden foi eleito presidente americano, em 2020.

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“Neste ano, temos eleições no Brasil, e nós queremos, sim, eleições limpas, confiáveis, e auditáveis, para que não sobre nenhuma dúvida após o pleito”, começou o presidente. “Eu tenho certeza que será realizada neste espírito democrático. Cheguei pela democracia e tenho certeza que, quando deixar o governo, também será de forma democrática”, completou Bolsonaro, que há três dias voltou a atacar o Tribunal Superior Eleitoral (TSE).

Na ocasião, em alusão ao TSE e às eleições, o presidente disse que ele e as Forças Armadas “não farão papel de idiota”. A fala trouxe à tona, novamente, os ataques de Bolsonaro contra a Corte Eleitoral e a lisura ao sistema de votação utilizado no Brasil. No caso da fala recente, por exemplo, Bolsonaro estava respondendo a declaração de Edson Fachin, presidente do TSE, que disse no mês passado que a eleição é um assunto que deve ser tratado pelas “forças desarmadas”.

A declaração do número um da Justiça Eleitoral se deu por conta dos seguidos questionamentos dos militares ao processo eleitoral. As perguntas foram respondidas e passaram a ser usadas por Bolsonaro, que tem dito que o tribunal não quis acatar algumas sugestões, o que coloca assim, segundo o chefe do Executivo, a lisura do processo eleitoral em dúvida.

Segundo Bolsonaro, as Forças Armadas descobriram “centenas de vulnerabilidades nas urnas” e apresentaram algumas sugestões. “Não gostaram. Eleição é coisa para forças desarmadas. Convidaram eles para que, ora bola?”, questionou Bolsonaro na ocasião.

“Para fazer papel de quê? Eu que sou chefe das Forças Armadas. Nós não vamos fazer o papel de idiotas. Eu tenho a obrigação de agir. Tenho jogado dentro das quatro linhas, não acho uma só palavra minha, gesto ou ato fora da constituição”, completou o presidente na oportunidade.

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